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Economia

Mais de 10,9 mil ativos e inativos vão ficar sem o salário referente a abril

Arquivo Geral

26/03/2011 0h20

Soraya Sobreira
soraya.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Mais de 10,9 mil servidores ativos,  aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal terão seus salários suspensos por não terem se recadastrado no Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF). A medida valerá para os salários referentes ao mês de abril. Aqueles que deixaram para o último dia formaram  filas nos postos de atendimento espalhados pelo Plano Piloto, Taguatinga, Gama, Sobradinho e Ceilândia. Cerca de 15 mil servidores ativos e inativos atenderam ao chamado nesta segunda etapa. Dos 10,9 mil ausentes, 65% estão na ativa.

 

E para quem não foi atendido, não haverá mais prorrogação. “Desde o dia 14 de fevereiro, quando houve a primeira prorrogação para os servidores efetuarem o recadastramento, foi bastante divulgado em todas as mídias. Por isso, não há como se queixar de que não foi avisado”, afirma Jorgivan Machado, presidente do Iprev.

 

O recadastramento é obrigatório para todos aqueles que não participaram do Censo em 2010. O GDF conta  com 134 mil servidores, aposentados e pensionistas. Desse total, havia 26 mil servidores da ativa, inativos e pensionistas que não apresentaram a documentação necessária para garantir a atualização de seus dados nos cadastros do instituto.

 

O Iprev recebeu também durante esses dias, correspondências dos servidores que não puderam se deslocar a uma unidade de atendimento, por motivo de saúde,  e documentação vinda de outros estados e de pessoas em regime de detenção. Houve, casos em que  representantes do instituto foram até a residência do servidor para realizar o recadastramento.

 

O Censo Previdenciário se tornou obrigatório a partir do Decreto 32.746, de 1º de fevereiro deste ano. E só ontem o servidor da Secretaria de Educação Walter Franco, 55 anos, compareceu a uma unidade de atendimento para entregar os  documentos solicitados, como RG, CPF, comprovante de residência, entre outros. “Estou desde 12h50 e não tenho previsão para ir embora. Agora, são quase 15h e ainda restam 154 pessoas na minha frente”, contou ontem à tarde.

 

No primeiro prazo, o servidor chegou a ir a um local de atendimento, mas como estava com movimento intenso,  resolveu voltar depois. “Acabei esquecendo e só hoje (ontem) pude vir. Estava em um ritmo muito puxado no meu serviço, o que atrapalhou.”

 

A Casa  D’Italia, 208 Sul, estava lotada de servidores e aposentados. Segundo Fernanda Franco, responsável pelo posto, haviam sido atendidas  500 pessoas até o início da tarde e havia 300 na espera. “Não sei a hora em que vou ser atendido, mas sei que  tem de ser hoje (ontem)”, afirmou o servidor Bruno Cézar de Oliveira, 28 anos. Para se distrair,  resolveu esperar lendo um livro. Ele já tinha passado por outros dois postos de atendimento e não tinha encontrado senha.

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