Menu
Economia

Mais da metade dos médicos do DF já pediram descredenciamento dos planos de saúde

Arquivo Geral

27/07/2010 8h36

Priscila Rangel
priscila.rangel@jornaldebrasilia.com.br

 

O descredenciamento de médicos dos planos de saúde tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. O motivo principal é o baixo valor pago pelas operadoras. No DF, 50% dos médicos não aceitam o pagamento por meio de convênios e, em especialidades como  psiquiatria, pediatria e endocrinologia, pode ser quase impossível encontrar profissionais que atendam pelo plano de saúde.  A categoria médica reivindica um reajuste mínimo de 200% nos honorários  para continuar a atuar em convênios.

 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do DF (Sindmédico), Gutemberg Fialho, há convênios que pagam apenas R$ 25 por consulta. “Não compensa para o médico atender por esse valor. Se descontar os impostos chega a R$ 15 e se considerarmos que o paciente tem direito a um retorno, a consulta sai por R$ 7,50”, comenta.
Para Gutemberg Fialho, a precarização dos honorários só é boa para os planos de saúde, que conseguem, assim, diminuir os custos, mas médicos e pacientes são prejudicados. “Assim, o médico tem duas opções: ou deixa de atender pelo convênio ou passa a administrar o tempo. Essa situação não satisfaz ao médico financeiramente e nem ao paciente pela rapidez da consulta.”

 

O médico Arnoldo Veloso, 81 anos, tem uma clínica de medicina ortomolecular e nutrição na Asa Sul. Ele atende em parceria com a nutricionista Bárbara Ernest Dias, 25, mas a clínica não aceita convênio. Uma consulta custa, em média, R$ 250. “Para aceitarmos convênio teríamos que atender em massa. E optar pela quantidade em detrimento da qualidade, sendo que nossas consultas duram, no mínimo,  uma hora”, diz ela. “Os planos pagam mal e as consultas precisam ser muito rápidas”, comenta o médico.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (27) do Jornal de Brasília.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado