GUILHERME W. ALMEIDA
FOLHAPRESS
Produtos do grupo Magalu passarão, a partir desta quarta-feira (2), a ser vendidos pelo Mercado Livre. O acordo anunciado pelas empresas prevê a comercialização de 27 mil itens de Magazine Luiza (móveis e eletrodomésticos), KaBum! (games e produtos de informática) e Época Cosméticos (cosméticos e perfumaria) pelo marketplace argentino.
Segundo a Magalu, o objetivo do acordo é somar os clientes das plataformas e ampliar as vendas da marca no curto prazo. A companhia afirma ter cerca de 50 milhões de cadastros na própria base de dados. Já o Mercado Livre diz ter fechado o segundo trimestre de 2026 com 89,3 milhões de compradores únicos ativos, 26% a mais do que no mesmo período de 2025.
Por volta das 11h30, as ações do Magalu subiam 13,41%, a R$ 5,24. Na máxima do dia, os papéis da varejista chegaram a R$ 5,26, alta de 13,85%.
A assessoria do Mercado Livre informou que não haverá destaque para itens Magalu no site. “O algoritmo de busca funciona sob critérios estritamente técnicos e objetivos para priorizar a experiência do usuário final. O ranqueamento e o destaque são orgânicos, definidos por fatores como competitividade de preço, velocidade de entrega e qualidade do atendimento, e isso se aplica também ao Magalu”, diz o marketplace.
Além da venda, o grupo brasileiro fará a entrega dos produtos por meio da empresa de logística Magalog. O acordo selado entre as plataformas é, segundo a Magalu, semelhante a outros feitos com Amazon, AliExpress, Americanas, Itaú Shopping e Livelo.
Outros concorrentes fazem o mesmo. Desde o ano passado, a Casas Bahia vende produtos no Mercado Livre.
Há a indicação de extensão da parceria no futuro, com o uso de lojas físicas da Magalu para retirada e devolução de produtos vendidos no Mercado Livre, inclusive por outros parceiros.
O Mercado Livre afirma não haver previsão de benefícios para clientes que comprarem com cartões Magalu ou tiverem conta MagaluPay.