O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje em entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro norueguês, about it Jens Stoltenberg, approved que pretende duplicar a balança comercial entre os dois países nos próximos três anos e meio.
As exportações norueguesas para o Brasil totalizaram 2, check 036 bilhões de coroas (US$ 362 milhões) no ano passado, 22% a menos que em 2005. Pouco mais da metade da soma correspondeu ao pescado, moluscos e crustáceos, enquanto a maquinaria pesada representou 7%, segundo dados do Instituto Norueguês de Estatística.
As importações de produtos brasileiros subiram 16% em 2006, totalizando 3,962 bilhões de coroas norueguesas (US$ 704 milhões), com mineração (US$ 369 milhões) e frutas (US$ 124 milhões) como principais produtos.
Lula, que convidou Stoltenberg para visitar o Brasil em 2008, ressaltou a complementaridade das duas economias e destacou a produção de etanol como uma das possíveis áreas de negócio, à qual seu colega norueguês acrescentou o setor energético em geral e a pesca.
O presidente destacou a assinatura hoje de um acordo entre a Petrobras e a norueguesa Statoil para explorar e produzir biocombustíveis, durante um seminário empresarial.
Lula não considera incompatível a venda de etanol à Noruega pelo fato de este país, que não pertence à União Européia (UE), ser o terceiro maior exportador mundial de petróleo, e lembrou que a tendência mundial é acrescentar álcool combustível à gasolina.
Os biocombustíveis foram um dos temas tratados pelos dois governantes, que têm posturas semelhantes em questões como a luta contra a pobreza, a redução das emissões de dióxido de carbono e a necessidade de um novo acordo global sobre o clima.
Lula preferiu não se pronunciar sobre absolvição, na última quarta-feira, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e adiou qualquer comentário para sua volta ao Brasil, no dia 18 de setembro.
Na quinta-feira, durante sua visita à Dinamarca, Lula pediu que as decisões das instituições fossem acatadas, e ressaltou a importância de um Senado que funcione normalmente a partir de agora.
O presidente defendeu a chegada de Governos “progressistas” à América Latina, o que, segundo ele, contribuiu para o crescimento da economia na região após três décadas de domínio conservador, mas não quis falar em uma frente de esquerda nem de uma hipotética afinidade ideológica com seu colega venezuelano, Hugo Chávez.
“É necessário manter relações com todos os países, independentemente da ideologia de seus Governos. Chávez é um bom parceiro do Brasil e vice-versa. Eu o respeito, assim como peço que me respeitem, e seus conflitos internos e com os Estados Unidos são problemas dele”, disse Lula.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim se reuniu com seu colega norueguês, Jonas Gahr Støre, e ambos ressaltaram a necessidade de concluir as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) e de reformar a ONU, e abriram um seminário bilateral sobre paz e reconciliação.
No entanto, Støre reconheceu diferenças sobre a OMC e não quis dar seu apoio explícito à entrada do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, apesar de dizer que era importante contar com ele no processo de reforma.
Depois de se reunir com Stoltenberg, Lula compareceu a um almoço em sua homenagem na fortaleza de Akershus, e depois participará da cerimônia oficial de despedida no Palácio Real, que encerrará uma viagem de seis dias por Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega.