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Economia

Lucro do Bradesco sobe para R$ 6,8 bi no 1º trimestre impulsionado pelo crédito

O lucro líquido recorrente do banco teve alta de 16%, para R$ 6,8 bilhões, em comparação com o mesmo período de 2025. Em relação ao fim do ano passado, o crescimento foi de 4,5%.

Redação Jornal de Brasília

06/05/2026 21h11

Foto: Reprodução

JÚLIA MOURA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O lucro do Bradesco cresceu no primeiro trimestre de 2026 sob efeito do aumento na receita com empréstimos, com maior spread (diferença entre o custo do banco e o que ele cobra ao emprestar) e volume de crédito, divulgou o banco nesta quarta-feira (6). Também contribuiu para a melhora no resultado, o forte desempenho do braço de seguros.


O lucro líquido recorrente do banco teve alta de 16%, para R$ 6,8 bilhões, em comparação com o mesmo período de 2025. Em relação ao fim do ano passado, o crescimento foi de 4,5%.


O resultado veio levemente melhor que a expectativa do mercado. Analistas consultados pela Bloomberg previam um lucro de R$ 6,7 bilhões.


“O ano começou em ritmo acelerado para o Bradesco, e o bom desempenho das nossas receitas é prova disso. Avançamos com cautela. O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos”, disse o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, na divulgação do balanço.


A margem com clientes do banco, que corresponde ao resultado das operações com ativos e passivos sensíveis a spreads, aumentou 16,3% em 12 meses, indo a R$ 19,5 bilhões.


O ROAE (retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido médio anualizado), indicador de rentabilidade do banco, subiu para 15,8%, ante 14,8% em dezembro.


O Bradesco tenta recuperar a sua forma pré-pandemia, quanto o ROAE era superior a 20%, com um novo presidente desde novembro de 2023.


Além de mudanças estruturais internas, com troca de diretoria, a instituição está remodelando seus produtos, com maior foco nos mais rentáveis e menos arriscados. Este é o 9º trimestre de crescimento no lucro.


A margem financeira somou R$ 20 bilhões, alta de 16,4% em 12 meses e de 4,2% no trimestre.
Já a carteira de crédito total do banco teve um ganho de 8,4% no ano e de apenas 0,1% no trimestre, indo a R$ 1,09 trilhão.


“O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos, preservamos a qualidade dos nossos ativos, reforçamos o nosso balanço, aproveitamos as oportunidades que apareceram e aumentamos a nossa rentabilidade”, afirmou Noronha ao comentar os números.


O índice de inadimplência, considerando atrasos superiores a 90 dias, ficou em 4,2%, aumento de 0,1 ponto percentual tanto na comparação anual, com na trimestral. Já a provisão para perdas esperadas somou R$ 58 bilhões, alta anual de 0,6%.


O braço de seguros do Bradesco teve um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, com ROAE de 21,6%, no primeiro trimestre deste ano. As receitas de prêmios, contribuições de previdência e receitas de capitalização atingiram R$ 28,5 bilhões, representando uma queda de 4,9% no ano. Excluindo o efeito do imposto sobre o VGBL, há uma alta de 5%


RAIO-X | BRADESCO


Fundação: 1943, em Marília (SP)
Lucro líquido no 1º trimestre de 2026: R$ 6,8 bilhões
Agências bancárias: 1.938
Funcionários: 80,3 mil
Principais concorrentes: Banco do Brasil, Itaú, Santander e Nubank

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