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Lucro da Petrobras vai a R$ 42,8 bilhões com combustíveis mais caros e vendas em alta

No mesmo período do ano anterior, quando a pandemia derrubou as cotações internacionais, a estatal registrou prejuízo de R$ 2,7 bilhões

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Nicola Pamplona
FolhaPress

A recuperação do preço do petróleo impulsionou o desempenho da Petrobras no segundo trimestre de 2021, gerando um lucro de R$ 42,8 bilhões. No mesmo período do ano anterior, quando a pandemia derrubou as cotações internacionais, a estatal registrou prejuízo de R$ 2,7 bilhões.

Segundo a empresa, o resultado foi garantido por maiores margens de lucro nos combustíveis, maiores vendas de óleo e derivados, ganhos cambiais devido à valorização do real frente ao dólar e ganhos de participações em investimentos. No ano, a Petrobras acumula lucro de R$ 44 bilhões. “É um prazer apresentar excelentes resultados operacionais e financeiros”, disse, no balanço, o presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, que assumiu a companhia em abril, já com o trimestre e andamento.

“Continuamos trabalhando duro, amparados em decisões absolutamente técnicas; evoluindo e tornando-nos mais fortes para melhor investir, suprir um mercado cada vez mais exigente e gerar prosperidade para nossos acionistas e para a sociedade”, continuou.

Com o resultado, a Petrobras se propõe a distribuir R$ 31,6 bilhões em dividendos a seus acionistas, entre eles o governo federal, que tem cerca de um terço do capital da companhia. A primeira parcela, de R$ 21 bilhões, será paga no fim de agosto.

O diretor Financeiro da empresa, Rodrigo Araujo Alves, disse que o pagamento é um “reconhecimento aos nossos acionistas e contribuição importante à sociedade brasileira” e que a companhia trabalhará para que essa remuneração seja “ainda mais consistente ao longo dos anos”.

O ano de 2021 é marcado por forte recuperação das cotações internacionais do petróleo, com impactos nos preços dos combustíveis vendidos pela estatal. Durante o segundo trimestre, a cesta de derivados de petróleo vendida pela companhia custou R$ 401,19, por barril, alta de 14.6% em relação ao trimestre anterior.

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Puxadas por diesel e gasolina, as vendas de combustíveis da companhia cresceram 17,5% em relação ao segundo trimestre de 2020 e 5,5% em relação aos primeiros três meses de 2021, atingindo 1,8 milhão de barris por dia.

A produção média de petróleo e gás alcançou 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia, 1,1% acima do primeiro trimestre, com o aumento das operações em duas plataformas do pré-sal, região que representou 70% da produção total da Petrobras no período.

Com preços melhores e maiores vendas, a empresa teve receita de R$ 110,7 bilhões, 28,5% acima do primeiro trimestre. O Ebitda, indicador que mede a geração de caixa de uma companhia, somou R$ 61,9 bilhões, alta de 26,5% em relação aos primeiros três meses do ano.

Apenas com a venda de derivados no mercado interno, a empresa faturou R$ 63,8 bilhões, aumento de 22,6% em relação ao primeiro trimestre, “refletindo os maiores preços praticados e o crescimento de 5,5% do volume de vendas, principalmente de diesel e gasolina”.

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Apesar de reafirmar a política de acompanhamento das cotações internacionais, a gestão Silva e Luna completa nesta quinta (5) um mês sem anúncios de reajustes nos preços da gasolina e do diesel. Os últimos, de 6,3% e 3,7%, respectivamente, foram anunciados no dia 5 de julho.

Silva e Luna foi escalado pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir Roberto Castello Branco, demitido do comando da estatal em fevereiro, em meio à escalada dos preços no início do ano, em um processo conturbado que levou a debandada inédita no conselho e na direção da companhia.

Em seu início de gestão, o novo presidente da estatal reduziu a frequência de reajustes em relação a gestões anteriores e tem tido uma postura discreta, distante de compromissos públicos e encontros com a imprensa.

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