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Economia

Leilão do pré-sal arremata sete blocos e movimenta R$ 530 milhões

Disputa da ANP no Rio reuniu partilha no pré-sal e concessão em áreas fora da região, com 326 blocos colocados em oferta nesta quarta-feira.

Redação Jornal de Brasília

07/10/2026 13h34

Foto: Agência Brasil

O maior leilão de blocos de exploração e produção de petróleo e gás já realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) terminou com sete dos 13 blocos do pré-sal arrematados e previsão de arrecadação de R$ 530 milhões em bônus de assinatura. A disputa ocorreu na manhã desta quarta-feira (7), na sede da agência, no Centro do Rio de Janeiro.

No 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, foram ofertadas áreas nas bacias de Campos e Santos. Havia 19 empresas habilitadas, mas apenas seis apresentaram propostas. Segundo a ANP, os blocos ficaram com Petrobras, Prio, Equinor e o consórcio formado por CNOOC e Sinopec, além de uma parceria entre Equinor e Galp.

Todos os sete blocos arrematados receberam lances únicos, sem disputa entre competidores. O ágio variou de 8,07% a 494,64%, com média de 108,38%. As petroleiras também se comprometeram com investimentos mínimos de R$ 778,4 milhões. Os contratos devem ser assinados em 26 de fevereiro de 2027, após as etapas previstas no cronograma, como a entrega de documentos e o pagamento do bônus de assinatura.

Os blocos não arrematados — Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita — ficarão na chamada “prateleira” da próxima rodada de licitação. Com o resultado, a área exploratória sob regime de partilha aumenta 58%, alcançando 39,2 mil km².

Mais tarde, a ANP realiza o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que coloca em disputa 313 blocos de exploração em 22 setores, incluindo áreas terrestres e marítimas fora do pré-sal. Ao todo, 46 empresas estão habilitadas para participar. Dois setores pertencem à Bacia do Ceará, na Margem Equatorial Brasileira.

Os leilões foram acompanhados por entidades do setor e por organizações ambientais com posições opostas. Enquanto o IBP e o Ineep veem nas ofertas uma forma de dinamizar a indústria, gerar investimentos e repor reservas, o Instituto Arayara questiona as áreas em disputa e afirma haver sobreposição com territórios indígenas e quilombolas, assentamentos da reforma agrária, áreas de conservação e regiões de pesca artesanal.

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