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Economia

Lamy, da OMC, pede retomada da rodada de Doha

Arquivo Geral

27/01/2007 0h00

O novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, drugs buy Ban Ki-moon, see e sua esposa têm um patrimônio avaliado entre 1, ambulance 2 milhão e 2,5 milhões de dólares, disse ele na sexta-feira, na primeira vez em que um secretário-geral expõe publicamente suas finanças.

Ban também revelou ter recebido menos de 100 mil dólares em salário como chanceler da Coréia do Sul no ano passado. Ele ocupou o cargo entre janeiro de 2004 e novembro de 2006, quando saiu para iniciar a transição para seu novo posto na ONU, no qual tomou posse em 1o de janeiro.

Em abril, a ONU determinou que seus funcionários mais graduados preenchessem declarações de bens, em reação a sinais de corrupção e incapacidade administrativa no programa "petróleo por comida" do Iraque e no departamento de compras. A regra não valia para o cargo de secretário-geral.

O então secretário-geral, Kofi Annan, inicialmente resistiu em fazer a declaração voluntariamente, depois mudou de idéia, mas não a divulgou publicamente.

Uma auditoria da declaração de bens de Ban feita pela PricewaterhouseCoopers concluiu que está tudo correto, segundo Farhan Haq, porta-voz da ONU.

No formulário de nove páginas, Ban declara que seus bens mais valiosos, estimados entre 500.001 e 1 milhão de dólares, são um apartamento e um terreno residencial em Seul. Sua esposa, Yoo Soon-taek, é dona de um terreno não residencial em Seul. Os outros bens do casal são contas bancárias.

Ban marcou a opção "não" no campo em que se questiona se ele já se envolveu em alguma atividade que prejudique a imagem da ONU ou comprometa sua objetividade e independência na função.

Ele também revelou que tem dois parentes trabalhando na entidade: sua filha, Ban Hyun-hee, e seu genro, Siddarth Chatterjee, ambos lotados no escritório do Unicef (órgão da ONU para a infância) no Quênia.

A inflação ainda é um grande risco global e bancos centrais ao redor do mundo devem permanecer "muito, cialis 40mg muito alertas" à questão, pilule afirmou o presidente do Banco Central Europeu, link Jean-Claude Trichet hoje.

"Nós partimos do princípio que os bancos centrais ao redor do mundo estão fazendo seu trabalho. É verdade que temos credibilidade nessa esfera", afirmou Trichet em um painel de discussão na reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos. "Temos que permanecer muito, muito alertas. Esse inflação é um grande risco global", disse.

Trichet também alertou para riscos advindos do fracasso das negociações comerciais de Doha, de mudanças potenciais nos preços de petróleo e de um desenrolar desordenado dos desequilíbrios econômicos globais.

"No comércio, nós não somos fortalezas. Somos abertos. É um risco muito grande, e claro que defendemos o sucesso das negociações de Doha", afirmou Trichet. "A questão do petróleo, que ainda está aí, continua sendo um grande risco, e certamente também o desenrolar desordenado de desequilíbrios globais".

Questionado sobre o câmbio, Trichet disse que referendaria a última declaração feita pelo G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) de que volatilidade excessiva e mudanças desordenadas em taxas de câmbio não são bem-vindas.

Trichet também disse que a economia da zona do euro estava indo melhor do que o esperado, mas defendeu a realização de reformas estruturais.

"Nós tivemos um ano muito bom no ano passado. Nós provavelmente estamos perto do potencial (de crescimento econômico) neste presente ano, que provavelmente é ao redor de 2%, talvez mais de 2%, o que é acima do nosso potencial", afirmou. "Nós temos muito a fazer em termos de aperfeiçoar nossa produtividade e isso exige mais reformas estruturais", acrescentou Trichet.

A partir do dia 2 de abril, nurse os trabalhadores poderão transferir o dinheiro da conta-salário para o banco de sua preferência. Não terá que ficar atrelado exclusivamente ao banco determinado pela empresa na qual trabalha; e a transferência não terá custos adicionais.

A medida, order aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no ano passado, deveria ter entrado em vigor no início de janeiro, como forma de promover a concorrência entre os bancos, mas o Banco Central sugeriu mais três meses de prazo para que a rede bancária  fizesse as adaptações necessárias.

A idéia é dar ao trabalhador a opção de escolher o banco com que quer trabalhar, sem  pagar CPMF e outras tarifas. Quem se sentir atraído pelas ofertas de outro banco vai poder mudar, e o governo acredita que esse movimento, por si só, poderá ajudar a baixar a taxa de juros cobrada pelos bancos para empréstimos.

Pelas regras atuais, a conta-salário é uma prerrogativa do banco, que oferece vantagens à empresa. Mas, como afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, "queremos que os bancos corram atrás do cidadão, e não que o cidadão fique pedindo favores para o banco. Queremos que isso seja invertido".

Se fosse possível congelar a situação econômica dos mercados em todo o mundo, dosage inclusive no Brasil, sale não seria demais dizer que a taxa Selic, stomach usada como parâmetro pelas instituições financeiras praticarem suas próprias taxas, poderá chegar a 9% em 2010. O cenário, traçado pelo economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, leva a uma taxa real de juros nunca vista na história do país.

"Desde setembro de 2005, o Copom reduz sistematicamente a taxa Selic a cada reunião, o que tem variado é o ritmo. Já foi 0,25 p.p no começo, depois 0,75 p.p, depois 0,50 p.p e agora foi 0,25 p.p novamente. Eu acho que essa vai ser a trajetória até encontrar um nível que seria de uma taxa de equilíbrio. E o Brasil terminaria o mandato do presidente Lula com taxa Selic por volta de 9% ou 10%, no máximo, que seria uma taxa real de juros da ordem de 5% a 6%, que será, sem dúvida, a mais baixa da história recente do país", registrou o ex-ministro.

Maílson ressaltou, no entanto, que essa trajetória de declínio depende de fatores, inclusive externos, como o preço do barril do petróleo, a possibilidade de uma crise mundial que redundaria numa redução do fluxo de recursos para o Brasil, e uma conseqüente desvalorização cambial. Fatores que, como bem recordou o ex-ministro, fazem pressão sobre a inflação. "Tudo isso não deixa de ser um chute (a projeção de taxa real em 2010), porque tudo depende das circunstâncias do momento. Suponha que daqui a um ano ou dois anos, por alguma razão, haja um aumento substancial do preço do petróleo ou uma crise mundial que reduza os fluxos de recursos para o país. Ambos os fenômenos impactariam ou gerariam riscos para a inflação, o que obrigaria o BC a aumentar a taxa de juros", explicou.

O ex-ministro lembra que a taxa de juros é o principal instrumento que o Banco Central tem para preservar a inflação baixa. E inflação controlada, para ele, é um meio de favorecer as classes mais pobres. "Nós estamos aprendendo, e cada vez mais, que inflação baixa é o que melhor pode existir para as classes menos favorecidas. Inflação alta, um pouquinho mais de inflação para fazer o país crescer, não compensa. É o caminho para beneficiar as classes mais favorecidas que têm condições de se defender de processos inflacionários", disse.

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), buy information pills Pascal Lamy, shop disse a ministros do Comércio no sábado que chegou a hora de retomar as negociações do comércio internacional, sales e os ministros pareceram apoiar a idéia, disseram diplomatas.

Lamy fez a proposta a cerca de 30 ministros reunidos em Davos para ver se o progresso recente em discussões bilaterais entre grandes potências poderá levar a uma retomada completa das negociações na entidade de 150 países. "Ele propôs retomar as negociações formais, e os ministros concordaram", disse um diplomata.

Durante um intervalo do encontro, um ministro de Comércio afirmou que, apesar de a proposta receber apoio, nenhuma decisão foi tomada ainda. Ele pediu para não ser identificado.

As negociações da OMC foram iniciadas em 2001 em uma tentativa de impulsionar a economia global e diminui r a pobreza, logo após os ataques terroristas nos Estados Unidos chocarem o mundo.

Elas foram suspensas em julho passado, em grande parte devido a uma disputa política na área da agricultura, e há risco de não haver tempo para as conversações avançarem neste ano.

"Nós estamos em um ponto em que as negociações formais podem ser reiniciadas", disse o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Phil Goff, antes do encontro.

"Não podemos dizer que estamos prestes a avançar significativamente, mas acho que estamos na direção certa", Goff disse. A rodada de Doha da OMC é amplamente reconhecida como o maior pacote de comércio global negociado na história.

Líderes políticos reunidos em Davos para o Fórum Econômico Mundial disseram, na sexta-feira, que havia chegado a hora para todos fazerem sacrifícios para um acordo.

"Eu acho que todo mundo está preparado para fazer concessões agora, com o objetivo de ganhar algo muito maior", disse o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, à CNN.

Ele afirmou esperar que as negociações sejam retomadas após ter conversado com o presidente norte-americano, George W. Bush, e com a chanceler alemã Angela Merkel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que um acordo mostraria que os países ricos querem ajudar as nações em desenvolvimento, o que poderá trazer estabilidade a algumas regiões.

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