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Economia

Kocher, do BCE, diz que manutenção de juros fornece tempo para avaliar riscos

Martin Kocher alerta para impacto da guerra no Irã sobre energia e inflação e destaca desafios para a política monetária

Redação Jornal de Brasília

01/05/2026 18h04

Foto: Georg Hochmuth/AFP

Foto: Georg Hochmuth/AFP

O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco Central da Áustria, Martin Kocher, defendeu que a manutenção dos juros pelo BC da zona do euro em abril fornece tempo para que os riscos sejam avaliados e que, apesar das incertezas significativas, a instituição está, em geral, bem posicionada para buscar o objetivo de estabilidade de preços.

Em texto publicado nesta sexta-feira, Kocher destacou que a guerra no Irã “alterou fundamentalmente” a situação econômica e tornou a política monetária mais complexa. Para ele, uma forte alta nos preços da energia representa um grande desafio para qualquer banco central.

“Não está claro qual será a severidade do choque de preços resultante (muito depende das circunstâncias em rápida mudança) e quanto tempo ele durará”, detalhou. Kocher também mencionou que os choques de oferta são particularmente difíceis para a política monetária porque têm dois efeitos opostos: elevam a inflação, mas simultaneamente enfraquecem a produção econômica.

O dirigente também alertou que, se a guerra durar mais tempo, a economia poderá entrar em recessão – especialmente se a política monetária reagir de forma muito restritiva e agravar a recessão. “Ao mesmo tempo, existe o risco de que mesmo um choque de curta duração possa fazer com que a inflação suba mais acentuadamente do que o esperado, mantendo assim os preços elevados por um período prolongado. Nesse caso, o melhor seria que a política monetária interviesse de forma precoce e decisiva com um aumento da taxa de juros”, defendeu.

Estadão Conteúdo

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