Os serviços e produtos relacionados ao mercado dos veículos registraram reajuste abaixo da inflação nos últimos 12 meses. Um levantamento da FGV (Fundação Getulio Vargas) com 19 itens mostrou que nove deles tiveram aumentos de preços abaixo do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no período de agosto de 2009 a julho deste ano.
O seguro facultativo para veículos apresentou o maior crescimento no período, com alta de 19,75%. O crescimento de 11,82% nos preços de estacionamento e garagens representou a segunda maior alta. Os preços do álcool combustível subiram 9,57% nos últimos meses e representaram a segunda maior variação da lista. Em seguida, vieram os gastos com lavagem e lubrificação (8,96%) e os serviços de reparo em automóvel (7,77%)
Do outro lado da lista, os carros novos registraram a maior queda de preços no período, com variação negativa em 6,61%. O imposto de licenciamento caiu 4,28%, o óleo diesel recuou 1,35% e o gás natural, 0,11%. Os preços de seguro obrigatório apurados pela FGV, no entanto, não tiveram variação registrada no período.
O segundo semestre para o mercado de veículos zero quilômetro começou bem. Dados do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Distrito Federal (Sincodiv/DF) mostram que, em julho, os empresários do ramo venderam 10.001 unidades, contra 8.674, em junho, o que representou um crescimento de 15,3%.
Esta foi a segunda melhor marca no mês de julho para o setor, desde o ano de 2003. Fica atrás apenas do resultado obtido no mesmo mês de 2009, quando 10.547 veículos, entre automóveis, camionetas, ônibus e micro-ônibus foram comercializados. No acumulado do ano, os concessionários contabilizam o total de 63.901 unidades emplacadas. De janeiro a julho do ano passado, 65.005 carros foram vendidos, ou seja, houve uma queda de 1,70%.
Para Ricardo Lima, presidente do Sincodiv/DF, o recuo não preocupa o segmento de veículos novos. “Trabalhamos ainda com uma margem de crescimento de 9% para 2010. Tradicionalmente, o segundo semestre é melhor que o primeiro. A expectativa é de que, nos próximos meses, os concessionários mantenham uma boa média nas vendas”, afirma.