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Economia

Itaú muda home office e aumenta dias de presencial a partir do próximo ano

Hoje, é preciso cumprir oito dias mensais, distribuídos conforme a organização de cada área. Segundo o banco, um dos objetivos é dar mais agilidade à tomada de decisões.

Redação Jornal de Brasília

23/06/2026 23h21

itaú

Foto: Divulgação

LÍVIA GOULART
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (23) uma atualização de seu modelo de trabalho e vai passar a exigir que os funcionários compareçam ao escritório com mais frequência.


Os colaboradores agora terão que trabalhar de forma presencial três vezes por semana a partir do primeiro trimestre de 2028, enquanto superintendentes passam a ir em quatro dias começando em janeiro de 2027 -como já é estabelecido para diretores.


Hoje, é preciso cumprir oito dias mensais, distribuídos conforme a organização de cada área. Segundo o banco, um dos objetivos é dar mais agilidade à tomada de decisões.


A instituição afirma que estruturou um período de transição para que as pessoas e as equipes tenham o tempo necessário para adaptar rotinas pessoais e familiares de forma gradual.


O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, contudo, afirma que a decisão foi unilateral e não concorda com a mudança. “O modelo atual melhora a qualidade de vida dos bancários e traz ganhos de produtividade e desempenho para os trabalhadores e para a instituição”, diz Neiva Ribeiro, presidente da entidade.


O Sindicato ainda afirma que vai acompanhar de perto as condições de retorno presencial, uma vez que há relatos de insuficiência de espaços físicos para acomodar todos os trabalhadores de forma adequada, além de observarem o mesmo em fiscalizações.


O Itaú, no entanto, diz que investe na modernização e ampliação da capacidade física do banco. “O movimento reflete a premissa de ajustar os formatos ao contexto e às necessidades de cada momento”, afirmou em nota.


Em setembro do ano passado, a empresa demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime remoto, de acordo com estimativa do Sindicato dos Bancários. Foram dispensados trabalhadores de diversos setores sob a justificativa de incompatibilidades entre a marcação de ponto e a atividade registrada nas plataformas de trabalho durante o home office.


Na época, o Itaú afirmou que “foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança”. A instituição planejava demitir o dobro de funcionários por considerar baixa a produtividade no trabalho remoto. Na ocasião, a Folha apurou que quase 2.000 empregados do banco tiveram o trabalho em casa classificado como ocioso.


O banco disse que os desligamentos foram “decorrentes de uma revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”.


O home office, como o trabalho remoto é comumente chamado, cresceu nos anos da pandemia de Covid-19, quando empresas precisaram adaptar as operações para manter os funcionários em casa.


Entre 2019 e 2020, primeiro ano da crise sanitária, a proporção da população ocupada de modo formal ou informal no setor privado do país que trabalhava em casa foi de 5,8% para 8,4%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com queda nos anos seguintes. Em 2024, o home office era realidade para 7,9% da população.

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