A prévia da inflação de agosto fechou em -0,40%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira deflação desde agosto de 2025, quando o indicador havia ficado em -0,14%, e o resultado levou o índice ao menor nível desde maio de 2020, quando marcou -0,59%.
Em julho, o IPCA-15 tinha registrado 0,06%. Com o dado de agosto, o acumulado em 12 meses chegou a 4,24%.
O recuo foi influenciado principalmente pelo desconto do Bônus de Itaipu na conta de luz e pela queda dos preços dos alimentos. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, cinco tiveram deflação no mês, com destaque para habitação (-1,41%), transportes (-1%) e alimentação e bebidas (-0,57%).
A energia elétrica residencial foi o subitem que mais pressionou o índice para baixo, com queda de 6,25%. Na alimentação no domicílio, os preços ficaram 0,97% mais baixos, puxados por itens como tomate (-27,38%), batata-inglesa (-25,14%), cenoura (-17,05%) e café moído (-2,31%).
Em transportes, a principal influência veio das passagens aéreas, que caíram 13,30% no mês. Os combustíveis também contribuíram para a deflação do grupo, com queda de 1,43%, influenciada por recuos no etanol (-3,63%), na gasolina (-1,23%) e no óleo diesel (-0,71%).
O IPCA-15 segue a mesma metodologia do IPCA, a inflação oficial do país, mas é divulgado antes do fim do mês de referência. Na apuração de agosto, o período de coleta foi de 16 de julho a 14 de agosto. O índice considera a cesta de produtos e serviços de famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos e coleta preços de 367 itens em 11 localidades do país. O IPCA cheio de agosto será divulgado em 11 de setembro.