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Economia

IPC-S fecha 2006 em 2,06%, pressionado por transportes

Arquivo Geral

02/01/2007 0h00

As ações da Cosan, visit web help da Gol e do Submarino estavam entre as mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo hoje, dosage à medida que investidores ajustavam suas carteiras à nova composição do Ibovespa, que incluiu esses papéis a partir desta terça-feira.

"Já teve um pouco de ajuste na quinta e hoje teve mais um pouco. Quem não conseguiu ajustar tudo deixou para hoje", comentou Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

As ações da Cosan disparavam 5,06%, maior alta do índice, enquanto Submarino subia 3,73% e GOL avançava 1,67%.

O bom desempenho desses papéis contribuiu para o avanço da bolsa como um todo. Às 17h36, o Ibovespa subia 1,9 por cento, para 45.320 pontos, pouco abaixo do recorde no meio dos negócios atingido mais cedo, de 45.327 pontos. Apenas sete dos 58 papéis do índice caíam.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou 2006 em 2, pills 06%, visit web informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), treatment hoje. O IPC-S de 2006 foi o mais baixo desde o início do regime de câmbio flutuante, em 1999. Até então, a menor taxa era de 1998, com 1,66%.

"O ano de 2006 foi marcado por três pontos favoráveis: a deflação de 0,51% dos alimentos, pela queda nas tarifas de telefonia e energia de aproximadamente 1,5% e também devido ao câmbio baixo, que provocou uma queda de 16% no grupo que reúne DVD, aparelho de som, televisor e aparelho celular", afirmou o responsável pela pesquisa na FGV, André Furtado Braz.

Em 2007, o IPC-S deve subir em relação ao ano passado, mas deve ficar abaixo da taxa de 2005, que foi de 4,95%. "A variação vai depender do comportamento das tarifas (administradas) e de alguns serviços que já estão subindo acima da inflação", disse ele.

Nesse segundo caso, Braz citou como exemplos o metrô no Rio de Janeiro, que passa este mês de 2,30 para 2,40 reais, e as mensalidades escolares, que devem subir entre 8 e 10%.

Em dezembro, o indicador mostrou alta de 0,63%, a maior taxa desde a quarta semana de janeiro de 2006. Das sete classes de despesa do índice, cinco registraram aceleração, com destaque para o grupo Transportes. Esse grupo também apresentou a maior taxa de variação do ano, de 6,17%. Em dezembro, os preços de transportes subiram 3,42%, uma aceleração frente à alta de 2,55% na leitura anterior (até 22 de dezembro).

"O grupo Transportes continuou recebendo influência dos sucessivos reajustes aplicados às principais tarifas, a partir de 30 de novembro", apontou a FGV. Já Alimentação teve queda de 0,51% em 2006. Em dezembro, esse grupo também apresentou bom comportamento, com variação positiva de 0,05%.

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