Uma das modalidades mais populares de financiamento começa a ser olhada, comercialmente, no Brasil. Trata-se do crédito educativo, que financia o pagamento da universidade para estudantes que pretendem se qualificar e disputar espaço no mercado de trabalho. Uma vez empregado, o recém-formado adquire renda e começa a quitar a dívida. O modelo é simples, foi testado no mundo todo, mas nunca existiu no Brasil.
Só agora os bancos comerciais enxergam no produto um mercado potencial, que surge com a emergência das classes C e D. Até então, o modelo predominante era o subsidiado e de caráter assistencial para a baixa renda. Nos EUA, 80% dos estudantes têm financiamento para poder completar os estudos.
O Itaú, por exemplo, começou a oferecer o produto no início do ano, e o Santander pretende lançá-lo já nos próximos meses. Pioneiro, o programa Pravaler, da Ideal Invest, correspondente do financiamento estudantil do banco ABC, já repassou cerca de R$ 163 milhões a faculdades desde o ano de 2006.
trabalho
No caso do Pravaler, a maioria dos estudantes que recorrem ao crédito trabalha o dia inteiro, tem 24 anos e postergou a entrada na faculdade por questões financeiras. O valor médio da mensalidade do estudante com financiamento costuma ser superior ao do aluno que paga com recursos próprios.
Leia mais na edição desta segunda-feira (26) do Jornal de Brasília.