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Economia

Inflação está sob controle e dentro da meta, diz secretário do Tesouro

Arquivo Geral

24/02/2010 12h01

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, reafirmou hoje (24) a posição do Ministério da Fazenda de que não há risco inflacionário relevante em 2010 para a economia brasileira.

Ontem (23), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, uma prévia da inflação oficial do país, teve alta de de 0,94% em fevereiro, taxa que representou quase o dobro da de 0,52% de janeiro.

A informação levou alguns analistas a acreditar que o Banco Central possa tomar medidas como elevar a taxa básica de juros para conter a inflação. Apenas em dois meses, a inflação chega a 1 ponto percentual. A meta do governo para todo o ano é de 4,5%, com margem de dois pontos para mais ou para menos.

Para Augustin, a inflação está sob controle e dentro da meta. Ele lembrou que o assunto é da competência do Banco Central, mas ressaltou o governo vai contribuir com a política fiscal (controle dos gastos públicos), dentro do possível, para evitar que haja qualquer tipo de pressão inflacionária.

O secretário também acredita que, o fato de este ser um ano eleitoral não deve prejudicar a política fiscal do governo, porque a legislação é rígida quando se trata de gastos do setor público, com prazos e uma série de limitações.

“Portanto, há uma tendência de redução de gastos públicos e não de aumento. Acho que isso é importante ser compreendido pela sociedade. A tendência é de crescer menos”.

 Augustin divulgou hoje o resultado do Governo Central (Previdência Social, Banco Central e Tesouro Nacional) que registrou em janeiro superávit primário (a economia que o país faz para honrar compromissos financeiros) de R$ 13,9 bilhões.

O resultado é R$ 9,9 bilhões superior ao resultado do mesmo mês de 2009. O valor representa 22% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de bens e serviços produzidos no país), contra 1,66% de janeiro do ano passado.

O resultado de janeiro deste ano só perde para o registrado no mesmo período de 2008 (R$ 15,4 bilhões), quando a economia brasileira estava superaquecida e apresentou recordes em vários indicadores.

O valor economizado em janeiro de 2009 também é significativo porque a meta para os primeiros meses do ano é de R$ 18 bilhões e só no primeiro mês do ano já foram alcançados 77,2% do objetivo. No ano, a meta nominal é de R$ 71,8 bilhões.

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