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Inflação e crescimento econômico serão desafios para 2022, afirmam grandes bancos

O andamento das reformas estruturais e a aceleração das privatizações são essenciais para que o país continue crescendo

Isabela Bolzani
São Paulo, SP

O controle da inflação e um maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) serão desafios importantes para o país em 2022, afirmaram os presidentes dos seis maiores bancos do país nesta terça-feira (22), no congresso de tecnologia bancária CIAB, promovido pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Segundo os executivos (de Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander), apesar de o país já começar a apresentar um cenário melhor do que o observado em 2020, com um forte crescimento do PIB para este ano, aspectos como o controle da inflação, a disciplina fiscal, o andamento das reformas estruturais e a aceleração das privatizações são essenciais para que o país continue crescendo.

“O Banco Central precisará de todos os instrumentos de política monetária para segurar a inflação porque ela vai corroer os salários dos mais pobres. Além disso, também precisamos manter a disciplina fiscal e é muito importante que o governo brasileiro consiga fazer privatizações, como a da Eletrobras, por exemplo, que está no caminho. Mas precisamos acelerar esse processo porque é isso que traz capital estrangeiro”, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari. O último relatório Focus divulgado pelo Banco Central apontou que as projeções de crescimento do PIB estão em 5% para este ano, mas recuam para 2,10% em 2022.

Para o presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, os bancos têm papel relevante para ajudar o país a entrar com uma agenda forte oportunidades, investimentos e crescimento para fazer com que a economia avance. “Na expectativa para 2022 já temos um crescimento mais tímido, mas o que fica de lição é a disciplina [fiscal]. Devemos de fato focar em 2021 como o ano das reformas e a prioridade máxima precisa ser a vacinação. Crescimento sustentável de longo prazo tem que ser o nosso foco”, disse Maluhy.

Os executivos também afirmaram a necessidade da continuidade da ajuda ao agronegócio e às exportações no país.
“O agronegócio puxou o PIB no primeiro trimestre e é um setor que vai continuar contribuindo fortemente para manter a economia aquecida. Acontece o mesmo com as exportações”, disse Fausto Ribeiro, presidente do Banco do Brasil.

O foco no crédito também foi destacado pelos executivos ao longo do evento. “Precisamos avaliar de forma inteligente quais as companhias mais aptas a pegar crédito. Ninguém aqui quer perder recursos, mas o crédito precisa chegar [a quem precisa]”, completou Ribeiro.

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“Precisamos entender como ajudar o microempreendedor. Nós temos um trabalho importante com o dono de restaurante e da pequena loja. Apesar de toda a atuação que foi feita e de todos os programas lançados, muitos desapareceram e agora precisam de ajuda para recomeçar”, afirmou o presidente do Santander, Sergio Rial. “Esses ingredientes são o alicerce que darão a sustentação necessária para que consigamos atravessar esse viaduto que é 2021 e entrar fortes em 2022”, disse Lazari, do Bradesco.

As informações são da Folhapress






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