O presidente da Venezuela, for sale more about Hugo Chávez, elogiou hoje o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, acusado por alguns países ocidentais de violar direitos fundamentais. Chávez chamou-o de "um amigo" e prometeu formar com ele um "time combativo".
O presidente da Venezuela, que defende ideais socialistas com os quais pretende unir a América do Sul contra os EUA, realiza uma viagem pelo mundo para procurar apoio aos planos de seu país, rico em petróleo, de conquistar uma vaga como membro do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Encontrei mais um amigo aqui", disse a repórteres Chávez, por meio de um intérprete após ter trocado um longo aperto de mão com o líder de Belarus. "E, com tal amigo, vamos formar um time, como um time de futebol. Esse ser á um time combativo."
Tanto os EUA quanto a União Européia (UE) barraram a entrada de Lukashenko em seu território. O presidente é acusado por norte-americanos e europeus de fraudar as eleições em que conseguiu um novo mandato, em março, e de perseguir seus adversários e fechar meios de comunicação independentes. O líder de Belarus está há 12 anos no cargo.
Lukashenko, de outro lado, acusa freqüentemente o Ocidente de tentar desestabilizar seu governo e visita poucos países além da Rússia, seu principal aliado e, como Belarus, uma ex-República da União Soviética.
Chávez, que como Lukashenko critica duramente as políticas norte-americanas, lembrou que hoje é a data de nascimento do independentista sul-americano Simón Bolívar, "que falava não apenas em liberdade e em independência, mas também em unidade".
O presidente venezuelano afirmou ser grato a Lukashenko pela "solidariedade prestada nesses anos".
O presidente de Belarus, que também sorria bastante, disse: "Há muitas áreas para a cooperação. Belarus está totalmente aberto".
A viagem de Chávez deve levá-lo também para a Rússia, com quem a Venezuela firmou um contrato para a compra de 24 aviões de combate Sukhoi SU-30. Também fazem parte do itinerário dele o Qatar, o Irã, o Vietnã e Máli.
Ao desembarcar em Minsk, ontem, o presidente venezuelano afirmou que Belarus era um "Estado modelo" semelhante ao que pretendia construir na Venezuela e defendeu a realização de esforços conjuntos para enfrentar "os interesses hegemônicos, estejam onde estiverem, na Europa ou na América Latina".
Chávez visitou mais tarde uma área localizada fora de Minsk e conhecida como "linha de Stálin" – uma série de fortificações construída durante o período inicial da União Soviética, mas superada durante a invasão da Alemanha nazista, em 1941. Belarus sofreu grandes perdas durante a Segunda Guerra.
Autoridades do país ofereceram ao líder venezuelano, um ex-militar, a chance de usar um lançador de foguete e outros equipamentos se desejar.
Chávez, bastante popular entre as camadas mais pobres da Venezuela, é um dos poucos líderes estrangeiros vindos de fora da ex-União Soviética a visitar Belarus desde o final dos anos 90.
Lukashenko, que é popular entre os bielo-russos de fora da capital, diz que a rejeição das reformas de abertura de mercado e a rigidez com os oposicionistas haviam poupado o país da pobreza e dos distúrbios enfrentados por outros ex-membros da União Soviética.
O Tesouro Nacional acredita que o cenário econômico benigno, information pills com dados de inflação favoráveis e queda do risco país, está compensando em parte o impacto da volatilidade internacional na dívida mobiliária federal, que encerrou o primeiro semestre em R$ 1 trilhão.
Dados divulgados hoje pelo Tesouro e pelo Banco Central mostraram que o endividamento em junho subiu 1,70 por cento na comparação com maio, quando o Tesouro cancelou leilões de venda de títulos públicos e fez operaçõe s de compra e venda de alguns papéis em meio às incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.
As emissões líquidas do Tesouro, de R$ 6,5 bilhões, e a apropriação de juros explicam o aumento da dívida no último mês. Apesar da melhora do humor do mercado de maio para junho, o coordenador de operações de dívida pública, Manuel Augusto Silva, afirmou que o Tesouro continuará a ser cauteloso na oferta ao mercado de papéis como a NTN-B, corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O apetite do mercado por títulos prefixados ou corrigidos pela inflação tende a diminuir em momentos de maior volatilidade. Dentro da estratégia de aumentar o percentual da dívida prefixada, o Tesouro ficou sem emitir títulos corrigidos pela Selic entre fevereiro e maio deste ano. No mês passado os leilões de LFT foram retomados. "Se a volatilidade permanecer alta, poderemos emitir mais LFT, de prazo mais longo", disse Augusto Silva.
O economista enfatizou que o Tesouro conseguiu avançar rapidamente no aumento da participação dos prefixados na dívida nos primeiros meses do ano, o que garante que as metas do PAF sejam atingidas mesmo que a volatilidade do mercado internacional prossiga.
"Junho foi um mês de bastante volatilidade, mas houve considerável melhora em relação a maio", resumiu o coordenador do Tesouro. O estoque da dívida pública federal terminou junho com prazo médio de vencimento de 29,2 meses, estável em relação ao mês anterior. O intervalo definido pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) deste ano é de prazo médio entre 30 meses e 35 meses.