A produção industrial do Brasil cresceu 18% nos primeiros quatro meses do ano frente à do primeiro quadrimestre de 2009, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
A produção das fábricas brasileiras, que em março deste ano já tinha retornado ao nível de setembro de 2008, antes do agravamento da crise econômica global, começou a se estabilizar em abril após vários meses seguidos de forte recuperação, de acordo com o instituto.
Após ter crescido 6,4% nos três primeiros meses do ano em comparação a dezembro, a produção industrial caiu 0,7% em abril frente a março, segundo o IBGE, que atribuiu este resultado a um ajuste nas contas.
O nível de produção em março já tinha sido recorde e superior ao de setembro de 2008.
Apesar dessa ligeira redução frente a março, a produção das fábricas em abril deste ano foi 17,4% superior à do mesmo mês do ano passado, quando o país ainda sofria efeitos da crise mundial.
Abril foi o quinto mês consecutivo em que a expansão da indústria foi superior a 10% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Esse ritmo de recuperação permitiu que a produção acumulada em 12 meses, que até março era 0,3% inferior à do ano anterior, registrasse em abril um crescimento de 2,3% frente à do período entre maio de 2008 e abril de 2009.
Essa é a primeira vez desde janeiro de 2009 que a produção acumulada em 12 meses registra um índice positivo.
De acordo com o instituto, o crescimento da produção industrial nos quatro primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2009 foi generalizado e beneficiou 25 dos 27 setores industriais e 76% dos produtos analisados.
Os setores que mais impulsionaram a expansão da produção no período foram o de veículos automotores, com um crescimento de 36,4% frente aos quatro primeiros meses do ano passado.
Na sequência, estão os setores de máquinas e equipamentos (+43,5%), metalurgia básica (+34,1%), produtos químicos (+24,7%), produtos de metal (+39,9%) e a indústria extrativa (+18,5%).
Os produtos cuja fabricação mais aumentou foram automóveis e caminhões e fornos micro-ondas e geladeiras, assim como produtos siderúrgicos, peças para bens de capital e minério de ferro.
Os dois únicos setores cuja produção entre janeiro e abril deste ano foi inferior à dos quatro primeiros meses de 2009 foram os de equipamentos de transporte (-9,1%) e tabaco (-12,2%).
Segundo uma pesquisa divulgada ontem, a confiança dos industriais na economia brasileira voltou a subir em maio, após uma ligeira redução em abril, e conseguiu novamente um de seus melhores níveis históricos.
Das 1.199 empresas consultadas em maio pela Fundação Getulio Vargas (FGV), 40,5% delas preveem alta na produção entre maio e julho.
Outra pesquisa mostrou que os economistas dos bancos privados preveem que a produção industrial brasileira crescerá 11% este ano e 5% em 2011.