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Economia

Há boas oportunidades em bonds corporativos latino-americanos, segundo Trígono Capital

“São títulos que têm performado muito bem nos últimos dez anos. Podemos dizer que é uma debênture emitida no exterior em dólar. É um excelente forma de diversificar risco”

Redação Jornal de Brasília

30/05/2025 21h38

Foto: José Cruz/Agência Brasil

São Paulo, 30 – Dentro do cenário de crédito corporativo, muito se fala em títulos brasileiros e americanos, mas há boas oportunidades em bonds latino-americanos para quem quer diversificar em outros mercados, destacou Marcelo Peixoto, gestor de crédito privado da Trígono Capital, durante o 14º Seminário Gestão de Investimentos dos Fundos de Pensão, promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) em São Paulo.

“São títulos que têm performado muito bem nos últimos dez anos. Podemos dizer que é uma debênture emitida no exterior em dólar. É um excelente forma de diversificar risco”, lembrou Peixoto. Sobre o tamanho deste mercado, o especialista lembre que há boa liquidez. “Negocia US$ 3 bilhões por dia, com emissões que devem somar US$ 70 bilhões este ano. Considero um investimento estratégico. É um segmento do crédito internacional que compõe muito bem a composição da carteira. Deveria estar no radar de todo mundo”, afirmou.

Mais focado no mercado brasileiro de crédito corporativo, Victor Tofolo, responsável pela área de Crédito da Bradesco Asset, afirma que por aqui “o crédito corporativo tem pouco a oferecer por si só, então é preciso uma gestão ativas para obter resultado”, explica. Na alocação, a Bradesco Asset elevou a seletividade na alocação, com isso, passou o crédito corporativo para neutro – ou zero na escala de -2 a +2, sem mencionar quanto era anteriormente.

Tofolo afirmou que os títulos de “crédito bancário também estão ‘no neutro’, enquanto os títulos incentivados, como as debêntures, estão no -1”. A preferência da Bradesco Asset atualmente está no crédito privado internacional. “As incentivadas têm recebido muito aporte do BNDES o que acabou espremendo o retorno dos títulos”, explica Tofolo, que diz estar “vendo um nível adequado nos offshores.”

Já no crédito corporativo high grade, especialidade da Sparta, Ulisses Nehmi, CEO da casa, explica que há espaço para uma gestão ativa nos títulos, porém o especialista não acredita que esse seja o momento para aumentar sua alocação. “Estamos com uma alocação mais conservadora”, explica. A Sparta tem hoje R$ 17 bilhões sob gestão.

Estadão Conteúdo

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