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Economia

Governo eleva previsão de receitas extraordinárias

Arquivo Geral

22/09/2014 18h51

O Ministério do Planejamento informou nesta segunda-feira, 22, que foram acrescentados mais R$ 9,546 bilhões nas previsões de receitas extraordinárias para este ano. Nesse montante, informa o relatório de avaliação de receitas e despesas do quarto bimestre, existem R$ 3 bilhões referentes aos parcelamentos especiais (Refis), previsto na Medida Provisória 651, em tramitação no Congresso Nacional.

No relatório anterior, a previsão de receitas extraordinárias de agosto a dezembro era de R$ 27 bilhões, dos quais R$ 18 bilhões em função do Refis. O governo já negocia com o relator da MP 651 a possibilidade de reabrir o prazo de adesão ao Refis em novembro, conforme mostrou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, na última sexta-feira.

Dividendos

Para reforçar as receitas e evitar um novo corte do Orçamento, o governo elevou em R$ 1,5 bilhão a previsão de arrecadação com dividendos pagos pelas empresas estatais. Com a mudança, a projeção subiu de R$ 23,9 bilhões para R$ 25,4 bilhões.

O governo não detalha os motivos para o aumento da previsão. “O aumento observado na estimativa dos dividendos se justifica pela alteração no cronograma de pagamentos por parte das empresas em que o governo é acionista”, diz o relatório. O valor previsto para 2014 é bem maior do que os R$ 17,1 bilhões recebidos em 2013 de dividendos.

Receitas líquidas

A estimativa atual das receitas líquidas do Governo Central apresentou diminuição de R$ 10,541 bilhões em relação à mesma estimativa constante do Relatório do terceiro bimestre. Houve queda em praticamente todas projeções dos tributos que compõem esse grupo de receitas. Os decréscimos mais acentuados ocorreram nas estimativas da Cofins e das outras receitas administradas pela Receita Federal. Segundo o relatório do quarto bimestre, as receitas primárias totais caíram R$ 12,640 bilhões. Por outro lado, também caiu em R$ 2,099 bilhões a previsão de transferências para Estados e municípios em 2014.

Despesas

Do lado das despesas, houve uma queda de R$ 7,041 bilhões. Isso porque o governo reduziu em R$ 2,218 bilhões a previsão de gastos com pessoal e encargos sociais e em R$ 4 bilhões os gastos com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Também foram reduzidas em R$ 113 bilhões as despesas com sentenças judiciais e precatórios, além de uma queda de R$ 3,061 bilhões nos gastos com subsídios, subvenções e Proagro. Por outro lado, aumentaram as projeções de gastos com benefícios de previdência, complemento do FGTS, com créditos extraordinários e com os fundos de desenvolvimento regionais.

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    Arquivo Geral

    23/05/2014 7h43

    O governo federal aposta em uma arrecadação extra de R$ 24,3 bilhões em impostos neste ano para fechar a meta de superávit primário para as contas públicas, principal indicador sobre o desempenho da política econômica. Mais da metade desse valor, ou R$ 12,5 bilhões, deve entrar nos cofres federais com a aprovação do programa de refinanciamento de tributos atrasados, o chamado Refis, cuja reabertura está sob análise do Congresso Nacional.

    No ano passado, receitas não recorrentes totalizaram R$ 36 bilhões e foram cruciais para atingir a meta para as contas públicas. Em 2014, o governo espera poupar ao todo R$ 99 bilhões, equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), para pagar juros da dívida.

    A arrecadação extra anunciada na quinta-feira, 22, pelo governo sofreu revisão em relação ao decreto anterior, publicado há dois meses. Naquela ocasião, o governo esperava R$ 18,744 bilhões em receitas extraordinárias. Sobre este número, foram adicionados os recursos que virão com o Refis. Mas, ao mesmo tempo, o baixo desempenho da economia obrigou os técnicos do Planejamento a cortarem a estimativa de arrecadação com outros impostos. A fotografia do momento, definida no decreto que será publicado nesta sexta-feira, 23, mostra arrecadação extra de R$ 24,3 bilhões.

    Para cumprir a meta de superávit primário, além dos recursos do Refis, o governo também conta com outras duas fontes importantes. A previsão de arrecadação com as concessões de serviços públicos, segundo os dados do governo, é de R$ 13,5 bilhões. E as estatais devem contribuir com R$ 23,9 bilhões em pagamentos de dividendos. Com isso, praticamente metade do chamado esforço fiscal do governo neste ano virá dessas três fontes.

    Cenário

    O novo decreto com a programação do Orçamento para este ano também vai na contramão do discurso oficial sobre o desempenho da economia. Um dia depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizer que a inflação vai continuar caindo nos próximos meses, o governo elevou de 5,3% para 5,6% a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014.

    “A estimativa de inflação (IPCA) é compatível com a meta estipulada para fins de política monetária e com a trajetória para este índice observada até o momento”, diz o relatório.

    O horizonte de uma recuperação econômica mais forte, presente nos discursos de Mantega e da presidente Dilma Rousseff, também não entrou no decreto do Orçamento. Depois de uma expansão de 2,3% no ano passado, o PIB deve crescer 2,5% neste ano, segundo o decreto que repete a mesma estimativa feita há dois meses. Mantega já chegou a prever 2,3% para este ano.

    O governo deixou de fora do documento atual a projeção de déficit da Previdência Social. No último relatório, estava em R$ 30 bilhões, mas esse número foi considerado baixo por analistas de mercado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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