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Economia

Governo do Rio exonera 6,1 mil comissionados e prevê economia de R$ 221 milhões

A medida integra a reestruturação administrativa em curso no estado e ainda prevê novas exonerações conforme as auditorias avancem.

Redação Jornal de Brasília

25/08/2026 21h50

ricardo couto de castro

© Gil Ferreira/Agência CNJ

O governo do Rio de Janeiro exonerou 6.145 servidores comissionados até 21 de agosto e projeta uma economia de R$ 221 milhões até dezembro. A medida faz parte de uma reestruturação administrativa em andamento, que inclui redução de secretarias e novas auditorias.

Segundo o texto, grande parte dos servidores exonerados não tinha sequer senhas de acesso aos sistemas do Estado, como o SEI, e era considerada funcionária fantasma. Esses comissionados apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto.

Até 21 de agosto, o governo também havia feito 2.496 nomeações. A economia prevista considera apenas os cargos que continuam vagos, e há previsão de novas exonerações à medida que forem concluídos os trabalhos de auditoria no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado.

As nomeações do primeiro escalão feitas desde março são compostas, em sua maioria, por servidores de carreira. Em todos os níveis, os escolhidos passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional. Segundo a gestão, as decisões têm como premissa a preservação do erário e a aplicação responsável e eficiente dos recursos públicos.

A estrutura do governo do estado conta atualmente com 28 secretarias, ante 32 em março. Para reduzir o número de pastas, a gestão optou pela fusão de algumas secretarias.

A gestão interina do desembargador Ricardo Couto começou em 23 de março de 2026, após a renúncia do governador Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado Federal. No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral tornou Castro inelegível, decisão mantida pelo plenário da corte em 2 de junho, por 5 votos a 2. Com isso, a inelegibilidade foi fixada por oito anos, contados a partir da eleição de 2022, até 2030.

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