Brasília, 27 – As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram superávit primário de R$ 10,783 bilhões em julho, após um resultado negativo de R$ 48,178 bilhões em junho, informou o Tesouro nesta quinta-feira, 27.
O superávit de julho abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado positivo de R$ 11,1 bilhões. As estimativas do mercado financeiro para o resultado do mês iam de déficit de R$ 25,200 bilhões a superávit de R$ 25,900 bilhões.
O resultado primário do mês passado foi maior do que o registrado em julho de 2025, quando o saldo nas contas do governo central foi negativo em R$ 59,070 bilhões. O superávit de julho foi o melhor para o mês, na série corrigida pela inflação, desde 2022, quando foi de R$ 22,614 bilhões.
As despesas do Governo Central caíram 20,7% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 8,3%, na mesma base de comparação.
No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 289,346 bilhões em julho.
Acumulado
O Governo Central teve déficit primário de R$ 81,305 bilhões no acumulado até julho de 2026. No mesmo período de 2025, o resultado era negativo em R$ 70,347 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas tiveram alta real de 6,2% na soma do ano, enquanto as receitas totais subiram 5,7% acima da inflação.
No acumulado de 12 meses até julho, o déficit primário do Governo Central somou R$ 71,6 bilhões, o equivalente a 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,32% do PIB, e as discricionárias, 1,88%.
A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.
Estadão Conteúdo