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Economia

Governo brasileiro suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário

A medida temporária afeta amêndoas fermentadas e secas, visando evitar contaminação por pragas de países vizinhos não autorizados.

Redação Jornal de Brasília

24/02/2026 20h49

cacau

Foto: Divulgação/Seagri-BA/ Agência Senado

O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, maior produtor mundial de amêndoas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, e entra em vigor imediatamente.

A suspensão abrange amêndoas fermentadas e secas, motivada pelo risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense. Essa movimentação pode resultar na mistura de amêndoas de nações sem autorização para exportar ao Brasil nas cargas destinadas ao país, elevando a possibilidade de introdução de pragas e doenças.

De acordo com o despacho, os países vizinhos à Costa do Marfim não possuem permissão para enviar cacau ao Brasil, ao contrário do principal fornecedor. O ministério determinou que as secretarias de Comércio e Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária investiguem fatos de triangulação de amêndoas provenientes da Costa do Marfim, com potenciais implicações fitossanitárias.

A medida permanecerá em vigor até que o governo da Costa do Marfim apresente um documento formal garantindo a ausência de amêndoas de países vizinhos nas cargas destinadas ao Brasil.

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