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Economia

Goiás avalia formas de evitar que cana seja nova monocultura

Arquivo Geral

23/11/2006 0h00

O ministro Augusto Nardes, clinic information pills do Tribunal de Contas da União, disse hoje que a operação tapa-buracos, realizada pelo governo federal no primeiro semestre do ano, resultou em uma série de irregularidades.

Segundo ele, após as chuvas das últimas semanas, os buracos voltaram em cerca de 40% dos 26 mil quilômetros de rodovias "precariamente" recuperadas pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), das rodovias brasileiras.

"Foi dinheiro jogado na sarjeta", resumiu o ministro, relator da área de infra-estrutura do TCU.

O ministro citou como exemplos de irregularidades nas obras feitas em 101 trechos das estradas a recuperação de trechos sem caráter emergencial; os preços pagos acima do marcado; a falta de projetos; e as multas aplicadas a superintendentes do Dnit ou por contratos irregulares ou por ausência de contrato para as obras.

O TCU auditou 101 obras e contatou que em 60% foram encontradas irregularidades. Desse total, 20% apresentou "problemas graves", como os trechos das rodovias BR 330 (Bahia), entre os quilômetros 718 e 830, e da BR 02 (Goiás), entre os quilômetros zero e 252.

"Encontramos um verdadeiro caos nas estradas brasileiras. Se o país quiser crescer mais 3% ao ano, não terá capacidade de escoamento da produção. Temos um gargalo", destacou Nardes, acrescentando que, para haver esse crescimento, é necessário remodelar a infra-estrutura modal do país, nas áreas de transportes e de portos, "criando profissionalismo nas agências do setor e no governo".

Ele diz que falta ao setor de transportes projetos mais adequados e "planejamentos inteligentes". Em relação ao setor aeroviário, técnicos do TCU estão preparando um relatório que deve ser entregue ao relator e ao colegiado do órgão no dia 8 de dezembro, detalhando a crise no setor do tráfego aéreo que tem prejudicado os pousos e decolagens de aeronaves em todo o país.

O primeiro foragido denunciado no programa Linha Direta, viagra 60mg da Rede Globo, no dia 30 de agosto de 2000, foi preso hoje na Expansão do Denocs, em Sobradinho. Acusado de participar do assassinato de um caminhoneiro no interior da Bahia, Joselito Francisco da Silva, 52 anos, foi detido depois que a polícia recebeu uma denúncia anônima.

Em 18 de dezembro de 1993, o mecânico e caminhoneiro José Ives Pessoa do Nascimento, 47 anos, foi assassinado em Irecê (BA). Segundo a Polícia Civil baiana, a mandante foi Márcia Firmina da Silva, mulher da vítima. Ela teria pagado o equivalente a R$ 90 para Joselito contratar matadores. Segundo a polícia, ela encomendou o crime para ficar com os bens do marido, após 13 anos de relacionamento.

Apesar de ter admitido receber a quantia para apresentar Márcia a três pistoleiros que aceitariam matar o caminhoneiro, Joselito contou a policiais da 13ª DP que nem chegou a presenciar o assassinato.

Preso em 1995 por co-autoria no crime, Joselito conseguiu fugir da cadeia pública de Morro do Chapéu (BA) alguns meses depois. Em seguida, o foragido passou por Feira de Santana e chegou ao DF em 1997. Presos dias após o assassinato, os três pistoleiros e Márcia já cumpriram pena na Bahia.

 

Centenas de manifestantes xiitas fecharam a principal via de acesso ao aeroporto de Beirute nesta quinta-feira, medical afirmaram testemunhas.

Os manifestantes tomaram a avenida perto de subúrbios ao sul de Beirute para protestar contra o que chamaram de insultos contra o líder do grupo Hezbollah, dosage Sayyed Hassan Nasrallah, feitos durante o enterro, realizado mais cedo, do ministro assassinado Pierre Gemayel, contrário ao governo da Síria.

A disputa entre produtores de laranja e a indústria do suco, que ontem teve seu mais recente episódio, information pills indica a existência de problemas de coordenação dentro do setor que afetam seu crescimento e podem prejudicá-lo no exterior.

Mas a briga também pode servir de estímulo para o início de mudanças, que serão primordiais para que as vendas do setor cresçam mais rapidamente pelos próximos anos, disseram dois pesquisadores da área hoje.

"O Brasil é imbatível no suco de laranja. Somos muito competitivos, não temos problemas como de logística como em outras áreas do agronegócio, mas existe um problema grave de coordenação", afirmou Marcos Jank, presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone).

"A crise atual é uma oportunidade para mudanças comportamentais profundas. Temos hoje uma situação absurda de fragmentação, e a saída seria justamente o oposto", disse ele a jornalistas, prevendo inclusive possíveis reações nos EUA derivadas da disputa no Cade.

O Icone lançou hoje um estudo feito com o Pensa (Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial), da USP. O material traça um panorama do setor e propõe uma agenda para 2015.

Nele, os pesquisadores defendem a criação de uma associação "vertical", que tivesse participação obrigatória de todos os elos da cadeia produtiva, com capacidade inclusive para elaborar um contrato-padrão de longo prazo e criar mecanismos de arbitragem. O estudo sustenta ainda que a indústria concentre seus esforços no aspecto industrial do negócio, deixando a parte agrícola na mão de produtores.

A adoção de um contrato de longo prazo padronizado seria fundamental, segundo eles, considerando o alto investimento necessário no plantio da laranja e os riscos da atividade. "É o momento certo da história para reduzir o oportunismo que caracteriza o setor", disse Marcos Neves, do Pensa.

O Conselho Administrativo de Defesa Econ ômica (Cade) decidiu ontem manter um processo contra a indústria de suco, acusada de formação de cartel pelos produtores da fruta. A autarquia rejeitou uma proposta de acordo que havia sido encaminhada pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), com a concordância da indústria, prevendo o pagamento de 100 milhões de reais, que seriam usados em programas do setor produtivo.

"Se essa multa servir para criar uma organização vertical, seria fantástico", afirmou Jank, para quem a disputa vai contra os interesses do setor, que deveria procurar uma unidade, especialmente num momento em que seu maior concorrente, a Flórida (EUA), enfrenta problemas.

O Estado norte-americano está com a produção em queda desde 2003, devido a efeitos de geadas, furacões, doenças (greening e cancro cítrico), restrições ambientais e aumento dos custos com terra e mão-de-obra.

O Brasil é o maior exportador de suco de laranja, com 82% do mercado mundial. Mas, até por conta desse domínio, o aumento dos embarques têm sido pífio nos últimos anos frente a outros produtos como soja, açúcar/álcool, e às carnes.

"É claro que o setor já teve seu momento (nos anos 80); não se espera uma explosão (de vendas) como no álcool ou na carne bovina", considerou Jank. "Mas as mudanças (estruturais) podem acelerar a velocidade de crescimento."

Em 2005, Brasil e EUA produziram 89% de todo o suco de laranja do mundo, uma produção de 2,4 milhões de toneladas. Das 1,65 milhão de toneladas exportadas, 83% tiveram origem no Brasil e 5% nos EUA.

A laranja de produção própria da indústria corresponde a 20-25% do total, o processamento em pools responde por 10%, os contratos de médio e longo prazos abrangem 20-30%, e o mercado spot tem 20-30%.

A expansão da área de cana-de-açúcar em Goiás mal começou, dosage em meio à expectativa da construção de ao menos 40 usinas de açúcar e álcool no Estado na próxima década, ed e já é intenso o debate sobre como evitar que a gramínea se transforme em uma nova monocultura goiana, malady como ocorreu com o arroz e depois a soja.

O Estado, atualmente com uma área plantada de apenas 237 mil hectares de cana, é visto como uma das próximas fronteiras para essa cultura, pela sua proximidade com São Paulo.

Tanto que a Petrobras pretende começar a construir em 2007 um alcoolduto em Goiás, para trazer o combustível ao território paulista, o maior centro consumidor e exportador de álcool.

O primeiro capítulo da discussão sobre a cana se deu em Rio Verde, em meados de novembro, depois que o prefeito sancionou uma lei que limita o plantio da gramínea em apenas 10% da área agricultável do município, conhecido nacionalmente por ser importante pólo processador de frangos e suínos, atividade que requer considerável produção de grãos em seu entorno.

"O município, tomando essa medida, lançou um alerta, que nesse aspecto é positivo. Despertou para o fato de que pode haver um problema se houver uma expansão desordenada de cana", disse nesta quinta-feira o secretário de Agricultura de Goiás, Odilon Claro de Lima.

Ele lembrou que foi montada toda uma infra-estrutura para a cadeia de carnes em Rio Verde, que incluiu inclusive financiamentos com recursos públicos, e que todo o trabalho poderia ser prejudicado se a cana, que tem remunerado mais do que outros produtos agrícolas, avançasse em áreas de grãos no município.

Esse alerta, acrescentou o secretário, serve para que o Estado não repita o erro de ficar dependente de uma "monocultura". Ele lembrou que no passado Goiás dependia do arroz e agora, mais da soja. O Estado é o quarto maior produtor da oleaginosa do Brasil.

Por outro lado, o secretário afirmou que a medida de Rio Verde "assusta". "Porque é uma grande intervenção no patrimônio particular… Vivemos em um mundo capitalista, não podemos cercear o direito do produtor, isso choca", declarou.

Segundo o secretário, o governo ainda não cogita tomar uma medida semelhante à do município no plano estadual. Mas ele ressaltou que os setores público e privado deverão discutir a questão, e, a partir de um consenso, o Estado poderia incentivar o plantio de cana em determinadas áreas ou não.

"É lógico que a indústria (da cana) não vai para determinadas regiões, onde o plantio não é adequado, e por isso tende a haver a concentração. Mas é essa concentração que temos de evitar. Estamos discutindo para chegar a um consenso."

De acordo com Lima, há alternativas para que a cana avance no Estado sem prejudicar outras culturas, como a soja e o milho, importantes matérias-primas para as indústrias de alimentos, instaladas no Estado, e de biodiesel, que também começam a chegar a Goiás.

O secretário destacou que área para a expansão da cana não falta. E exemplificou: "Temos 20 milhões de cabeças de bovinos pastando em uma área de 20 milhões de hectares. Se fizermos uma pequena alteração no manejo… liberando 20 por cento das pastagens (para a cana), teríamos 4 milhões de hectares que seriam suficientes para a implantação de 150 usinas de médio porte".

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