O preço da gasolina subirá até o fim da semana ou início da próxima. O combustível, que em Brasília custa, em média, R$ 2,69 passará para R$ 2,75. A medida vem junto do fim do desconto na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que, na segunda-feira, passou de R$ 0,15 para R$ 0,23 por litro. Por enquanto o álcool, o gás natural e o diesel não sofrerão reajustes.
O diretor da rede de postos Gasol, Antônio Mathias, explica que o reajuste da Cide é o responsável pelo aumento dos custos da gasolina. “Com a mudança do imposto, o preço será alterado assim que acabarem os antigos estoques nos postos”, explica. Para Mathias não é a hora certa para o reajuste. “O problema é que dependemos das distribuidoras. Como subiu o preço por litro da gasolina, temos que aumentar.”
mistura
O etanol faz parte da composição da gasolina. Em janeiro houve a redução de 25% para 20% a mistura de etanol ao combustível. Então, para controlar o aumento do preço da gasolina, a Cide foi reduzida R$ 0,08 de 5 de fevereiro a 30 de abril.
“A falta de álcool no início do ano estava aumentando o preço da gasolina. A Cide ajudou a regular os custos. Agora, o problema acabou porque tem álcool sobrando”, diz o diretor da rede de postos Gasol. Segundo ele, as usinas estão na temporada de moagem da cana-de-açúcar. “A tendência é que o preço do álcool baixe”, analisa. Na opinião dele, já está compensando para o consumidor brasiliense abastecer com álcool.
O militar Antônio Luis Delarcos, de 41 anos, acha muito alto o preço da gasolina no DF e não concorda com o repasse do imposto. “É muito errada essa situação. Acho que isso é problema do governo, ele tem que resolver antes de chegar no consumidor.”
O carro de Antônio também tem a opção de abastecer com o gás natural, mas ele critica a falta de postos que oferecem esse combustível. “O governo podia valorizar mais o GNV. Só existem dois postos que abastecem o gás em Brasília. Pela dificuldade, acabo tendo que pagar caro na gasolina”, reclama.
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