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Economia

Galípolo critica pressão para uso do FGC

Presidente do Banco Central defendeu que a prática seja coibida por reguladores e destacou o papel do fundo na estabilidade financeira.

Redação Jornal de Brasília

13/08/2026 23h05

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou nesta quinta-feira (13) a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo. Segundo ele, empresas de pequeno e médio porte buscam atuar de forma semelhante aos bancos, mas sem apresentar ativos suficientes para sustentar esse tipo de operação.

Galípolo afirmou que esse comportamento “não é desejável” e disse que ele deve ser coibido e inibido pelos reguladores. Ele acrescentou que o Banco Central vem trabalhando com o FGC em uma sucessão de medidas para enfrentar o tema.

Ao defender a importância do fundo, o presidente do BC disse que bancos e instituições que tentam desempenhar papel análogo ao dos bancos competem entre si com regras mais brandas para captação, prazos maiores e menor necessidade de garantias. Para ele, o FGC exerce papel essencial para conter corridas e ajudar na estabilidade do sistema financeiro.

Galípolo participou da comemoração aos 30 anos do FGC, criado em 16 de novembro de 1995 para proteger pequenos investidores e dar estabilidade ao sistema financeiro com a chegada do Plano Real. O fundo é mantido por contribuições das instituições financeiras associadas.

Segundo o texto apresentado no evento, o FGC teve papel importante durante o Plano Real e a crise mundial de 2008. Mais recentemente, o fundo tem reembolsado investidores e correntistas de instituições prejudicadas pelas fraudes do Banco Master, em um montante de aproximadamente R$ 40,6 bilhões para cobrir as garantias de cerca de 1,6 milhão de credores. Após o impacto causado pelo caso, o FGC aprovou um plano de emergência para recompor o caixa, com aumento de até 60% das contribuições adicionais das instituições associadas.

Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro. Há ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.

O evento também inaugurou a exposição “O FGC e a Rede de Proteção do Sistema Financeiro Nacional”, que ficará até 30 de setembro no Prédio das Moedas, sede da B3, no centro da capital paulista.

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