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Economia

G-20 pressiona e UE se depara com temas espinhosos

Arquivo Geral

15/10/2011 19h54

O G-20 faz pressão para que a Europa “decisivamente” contenha a crise de dívida soberana e tome as medidas necessárias na reunião de cúpula do dia 23 de outubro. Entretanto, as soluções terão de passar por dois temas espinhosos pela frente: a recapitalização dos bancos e a negociação sobre a dívida da Grécia.

Os bancos europeus não querem ter de elevar seu capital neste momento de turbulência, já que suas ações estão desvalorizadas no mercado. “Os bancos franceses e alemães estão reagindo contra e não querem fazer a recapitalização”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Esse é um dos principais conflitos que as autoridades precisam resolver”.

As instituições europeias estão enfraquecidas porque possuem exposição à dívida dos países problemáticos do continente. Como os governos estão endividados, pressionam para que a solução seja privada, sem a necessidade de injeção de dinheiro público. A primeira vítima da crise foi o franco-belga Dexia, que precisou de ajuda.

O problema é especialmente preocupante para a França. Os bancos franceses são os mais expostos à dívida da periferia da zona do euro. E, se o país tiver de resgatar instituições, corre o risco de perder o seu rating de crédito AAA.

A situação da Grécia também gera polêmica. No acordo fechado em julho, ficou definido que os credores privados sofreriam uma perda de 20% sobre suas posições. Entretanto, é forte a percepção de que esse desconto não terá de ser ampliado, como defendido pela Alemanha. O ministro de Finanças da França, François Baroin, disse que o tema foi discutido, mas que a decisão será dos chefes de Estado da Europa.

O diretor-gerente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), Charles Dallara, se posicionou contra um calote mais amplo da Grécia, afirmando que isso pioraria a crise. Questionado sobre essa avaliação, Baroin afirmou: “A França é contra uma solução que gere um evento de crédito na Grécia”.

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