Rio, 06 – A forte demanda por recursos do Fundo Clima do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está levando o banco a fazer “blends” (misturas) com outros recursos para liberar financiamentos. A afirmação é da diretora de Infraestrutura e Transição Energética do BNDES, Luciana Costa
Segundo ela, a esperada parcela de R$ 10 bilhões para o fundo este ano ainda não foi liberada pelo Tesouro Nacional, e até o momento o banco conta apenas com os R$ 10 bilhões iniciais.
“Quando um projeto aplica para o fundo clima, ele não vai ter 100% de fundo clima. A gente faz uma composição de fundo clima com recursos do balanço do BNDES”, disse Luciana Costa após participação em um dos eventos do Fórum Econômico Mundial, no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 2. “Mesmo assim, a gente faz de uma maneira que ainda assim fique mais barato do que um financiamento de mercado”, complementou.
Segundo a diretora, este ano o banco deverá pelo menos repetir o nível de aprovações de R$ 80 bilhões no segmento de energia e infraestrutura do ano passado, o dobro da média registrada pelos segmentos no governo anterior.
Perguntada se este ano as aprovações do segmento poderiam ter uma nova alta, Costa explicou que seria difícil repetir uma alta expressiva, já que a base de comparação cresceu. “É difícil dobrar um patamar que já era alto, foi muita coisa. Se a gente pensar que o Brasil investe um pouco mais de R$ 260 bilhões em infraestrutura e energia, e só o BNDES aprova R$ 80 bilhões, a gente é de longe o maior banco do País”, avaliou.
De acordo com Luciana Costa, esse ano o protagonismo de aprovações de financiamentos será para o setor de rodovias. “A gente aprovou um grande, da Rio Petrópolis, e tem a Ecovias Rio Minas. A gente tem, sim, alguns projetos grandes no pipeline. Tem de rodovia, tem de saneamento, tem de energia”, afirmou.
Estadão Conteúdo