A delicada situação da Grécia é o mais novo exemplo do estrago da turbulência sobre as contas públicas. O problema atinge principalmente os países desenvolvidos. Conforme o Fundo Monetário Internacional (FMI), a média de dívida em relação ao PIB das economias avançadas que fazem parte do G-20 deve subir para 118% até 2014, acima dos 78% registrados em 2007.
Já os emergentes não devem ultrapassar o índice de 40% nesse período. A crise também continua levando ao fechamento de muitos postos de trabalho mundo afora. Desde o início dos problemas, 25,5 milhões de pessoas ficaram sem emprego nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A condução da política monetária dos principais bancos centrais é outro tema de interesse global. Enquanto os analistas dizem que ainda é cedo para retirar os estímulos injetados na economia, sob o risco de agonizar a recuperação recente, a expressiva liquidez artificial criada pelas autoridades monetárias gera apreensões sobre bolhas.
A China é hoje o país mais atingido pelo receio da especulação forte, tanto que o governo já começou a tomar medidas para reduzir o ritmo da expansão do crédito. Como é geral a percepção de que os emergentes lideram a retomada mundial, o freio chinês se tornou um assunto delicado para os investidores.