O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje em seu relatório semestral de perspectivas econômicas que o Brasil liderará a crescente recuperação econômica da região na segunda metade do ano.
O FMI também assinalou que os países que dependem das exportações de petróleo e matérias-primas deveriam tomar como modelo as política contra cíclicas do Chile para aumentar sua resistência a futuras sacudidas externas.
O organismo internacional assinalou que embora os países exportadores de matérias-primas (Argentina, Brasil, Chile) sofreram pela diferença entre os preços dos produtos exportados e os importados, a recuperação começou no segundo trimestre de 2009.
A respeito das economias com objetivos de inflação (Brasil, Chile e Uruguai), o FMI disse que “tiveram mais espaço de manobra que outras economias, o que reflete o fortalecimento de seu marco de políticas econômicas e seus fundamentos macroeconômicos ao começo da recessão global”.
ARGENTINA.- O FMI adverte que existem graves divergências entre os números da inflação e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real proporcionadas pelas autoridades e os cálculos de entidades privadas.
O FMI diz que o PIB real cairá 2,5% em 2009 e crescerá 1,5% em 2010. Em seu último relatório, há seis meses, o FMI tinha previsto uma contração de 1,5% este ano e um aumento de 0,7% em 2010.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) se situará em 5,6% em 2009 e em 5% em 2010.
O país terá superávit por conta corrente em 2009 de 4,4% e de 4,9% em 2010.
BRASIL.- O FMI assinala que o Brasil lidera o crescimento econômico da região graças a “seu grande mercado doméstico e sua diversificação de produtos de exportação e mercados, especialmente seus crescentes vínculos com a Ásia”.
Este ano, a economia brasileira reduzirá seu tamanho em 0,7% (após um crescimento do 5,1 % em 2008) mas que se recuperará em 2010, quando o PIB real aumentará 3,5%.
Em sua ultima revisão em julho, o FMI tinha previsto que a economia brasileira cairia 1,3% em 2009 e um crescimento de 2,5% no próximo ano.
O FMI prevê que o índice de preços ao consumidor se situe em 4,8% em 2009 (5,7 % em 2008), e 4,1% em 2010.
A conta corrente brasileira terá um déficit de 1,3% do PIB em 2009 e 1,9% em 2010.
CHILE.- Junto com o Brasil e Uruguai, o FMI afirmou que o Chile teve “mais espaço de manobra que outras economias, o que reflete seus marcos políticos fortalecidos e seus fundamentos macroeconômicos ao começo da recessão global”.
O FMI prevê que o PIB real chileno caia 1,7% e que se recupere em 2010 em 4%. Há seis meses, as previsões eram de um aumento de 0,1% para este ano, e de 3 % para 2010.
A previsão de inflação é de 2% para 2009 e de 2,3% em 2010 após registrar um aumento do IPC de 8,7% em 2008.
A conta corrente chilena terá um superávit este ano de 0,7% mas fechará com um déficit de 0,4% em 2010.
PARAGUAI.- As previsões do FMI para a economia paraguaia são de uma queda do PIB real de 4,5 % em 2009 e de sua recuperação em 3,9% em 2010.
Há seis meses, se calculava que o Paraguai teria um aumento de 0,5% este ano e de 1,5% em 2010.
O organismo diz que a inflação será de 2,8% este ano e alcançará 3,6% em 2010.
Quanto à balança de conta corrente, Paraguai registrará este ano um superávit de 0,5% mas em 2010 o déficit se situará em 1,6%.
URUGUAI.- O relatório do FMI conclui que o Uruguai será o único país da região que fechará o 2009 com um crescimento do Produto Interno Bruto real, embora o número de aumento será reduzido.
O PIB real da economia uruguaia aumentará 0,6% em 2009 e 3,5% em 2010 após alcançar um crescimento de 8,9% em 2008.
Em seu relatório de abril, se calculava para o Uruguai um aumento do PIB de 1,3% para 2009 e de 2% para 2010.
O IPC se situará no 7,5% este ano (7,9% em 2008) e a previsão é de 7,4% para 2010.
A balança de conta corrente registrará déficit, de 1,6% e de 2% em 2009 e 2010, respectivamente.