O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou nesta sexta-feira que o Plano de Ação para o Trabalho e o Emprego, aprovado pelos países participantes da Cúpula do G20 realizada em Cannes (França), permitirá a criação de 20 milhões a 40 milhões de empregos no mundo nos próximos cinco anos, se for totalmente adotado.
A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, reconheceu a importância do plano, que requer a elaboração de medidas de todos os países e que permitirá também elevar o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 1,5 ponto percentual de agora até 2016.
A iniciativa aprovada nesta sexta-feira em Cannes convida, de maneira coordenada, os países com superávit comercial e por conta corrente a adotarem medidas para estimular a demanda interna e depender menos das exportações.
Já os países que estão na situação oposta serão alertados a continuarem com os ajustes fiscais para reduzir o déficit e aplicar medidas destinadas à criação de emprego.
Lagarde reconheceu que o mundo está passando por uma fase de “incerteza” devido à desaceleração econômica e à eliminação de empregos, o que confere uma especial importância à decisão do G20 de criar esta iniciativa “sob um espírito de cooperação multilateral”.