Menu
Economia

FMI alerta sobre "reaquecimento" econômico em países emergentes

Arquivo Geral

03/03/2011 17h54

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, alertou nesta quinta-feira sobre o risco do “reaquecimento” nos países emergentes para a economia mundial, que pode afetar o processo de recuperação global.

Strauss-Kahn fez nesta quinta-feira uma visita ao Brasil, onde foi recebido pela presidente Dilma Rousseff, e após uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a economia global continua em recuperação, embora em processo não isento de riscos.

Entre eles, citou as incertezas que ainda existem com relação à economia dos Estados Unidos, o impacto da crise líbia nos preços do petróleo, o aumento dos preços dos alimentos e o “reaquecimento” nos países emergentes, que são atualmente o motor da recuperação internacional.

Com relação aos Estados Unidos, reiterou o apoio do FMI à emissão de US$ 600 milhões anunciada pelo Federal Reserve (banco central dos EUA), apesar do seu impacto no mercado de divisas mundial e no comércio internacional.

“Todo o mundo depende do crescimento dos Estados Unidos, pois se a economia americana quebra, arrasta todo o planeta”, disse o diretor-gerente do FMI, que apontou que os países afetados pela desvalorização do dólar, como o Brasil, devem combater o fenômeno mediante um aumento da poupança e menores taxas de juros.

Sobre o “reaquecimento” das economias emergentes, citou em forma concreta o caso do Brasil, cujo Governo anunciou nesta quinta-feira que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi em 2010 de 7,5%, o que supõe a maior taxa em um quarto de século.

“É um bom exemplo do que está ocorrendo nas economias emergentes”, disse Strauss-Kahn sobre o crescimento no Brasil, que durante o ano passado se deu com uma inflação em torno de 6 %.

No entanto, indicou que, no caso do Brasil, se adotaram algumas medidas, como altas das taxas de juros e, sobretudo, um forte corte do gasto público para este ano, que deverão ser “efetivas” e impedir uma excessiva aceleração.

Strauss-Kahn sustentou que as medidas adotadas no Brasil vão na direção correta e ajudam a “dissipar” as dúvidas que puderam ter surgido com relação à maior economia latino-americana.

Em janeiro passado, o FMI tinha divulgado um relatório no qual alertava sobre o risco de uma “deterioração particularmente brusca” das contas públicas brasileiras, que na opinião de Strauss-Kahn “reduzido muito” com os cortes no orçamento nacional para 2011.

“Nesse momento, as medidas fiscais não tinham sido anunciadas”, mas agora, embora o FMI ainda não tenha analisado sobre os cortes em detalhe, confia que o Governo de Dilma “levará adiante esse compromisso”, indicou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado