A crise financeira internacional é como um incêndio que está sendo “apagado” e depois será necessário estabelecer as conseqüências e “regulamentar precisamente as instituições e os mercados financeiros”, drug tarefa que poderia ser desempenhada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Esta é a receita dada pelo diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em entrevista que será publicada amanhã no “Journal du Dimanche”, para enfrentar a crise financeira mundial.
“Por enquanto, apagamos o incêndio. É o que é preciso ser feito de imediato, é o que fazem as autoridades americanas. Mas depois, temos que estabelecer as conseqüências do que aconteceu, ou seja, regulamentar precisamente as instituições e os mercados financeiros”, declarou.
Strauss-Kahn afirmou que “há uma desaceleração grave e duradoura do crescimento mundial, o que será duro para a Europa e mais ainda para certos países pobres”, mais afetados pela alta dos preços das matérias-primas.
O diretor-geral disse ainda que depois “é preciso reformar” e que o FMI pode realizar isso. “Estamos dispostos a fazê-lo se assim solicitarem. Estamos em nosso papel e o reivindico”, afirmou.
“Pode haver autoridades nacionais ou regionais, mas é preciso um fiador global. Uma instituição que verifique as normas”, comentou.
Ele ressaltou ainda que o FMI, por reunir “todos os países”, é capaz “de definir e de garantir o compromisso e o interesse geral”.