A inflação de 1,15% registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em janeiro representou a taxa mais significativa na capital paulista desde janeiro de 2010, quando o indicador teve alta de 1,34%. A informação consta da base de dados históricos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contém os resultados de inflação na cidade de São Paulo desde 1939. O principal responsável pela marca alcançada no mês passado foi o grupo Transportes, que registrou alta de 3,18% no período e respondeu sozinho por 0,50 ponto porcentual (43,98%) do resultado geral do índice.
A alta do grupo refletiu especialmente o reajuste de 11,11%, autorizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), para a tarifa de ônibus do município neste início de 2011. Em janeiro, o item ônibus subiu 8,43%, ante variação zero observada em dezembro. Outro item que mereceu destaque dentro do grupo Transportes foi o etanol, que avançou 3,77% ante a alta de 4,87% verificada em dezembro. A gasolina, por sua vez, subiu 0,20% ante 0,66%.
O grupo Educação também teve importante contribuição na formação da inflação paulistana de janeiro. O conjunto de preços mostrou elevação de 5,61%, ante alta de 0,10% em dezembro, respondendo por 0,21 ponto porcentual (18,11%) de todo o IPC. Chamou a atenção no grupo a elevação do subgrupo cursos regulares, de 6,76%, ante variação zero verificada em dezembro. No período, o item educação fundamental apresentou avanço de 7,58%; Ensino Médio, de 7,56%; Educação Infantil, de 7,40%; e Ensino Superior, de 5,86%. Em dezembro, todos estes quatro segmentos haviam mostrado variação zero.
Também mereceu destaque em janeiro o comportamento do grupo Alimentação, que apresentou variação positiva de 0,73% ante elevação de 1,38% em dezembro. Apesar da desaceleração em relação ao mês anterior, a alta do grupo ainda respondeu por 0,16 ponto porcentual (14,43%) da taxa geral de inflação e teve como um dos principais motivos a aceleração nos preços do subgrupo produtos in natura, cuja alta passou de 1,49% em dezembro para 5,44% em janeiro.
O forte avanço do subgrupo foi aliviado pela queda nos preços do feijão, de 16,73% em janeiro, ante o recuo de 17,65% em dezembro. A carne bovina, que foi a grande vilã da inflação paulistana no ano passado, também ajudou a aliviar o IPC do primeiro mês de 2011, já que mostrou baixa de 0,70% ante avanço de 2,03% em dezembro.
Com a taxa de 1,15% do IPC da Fipe em janeiro, o índice acumulado em 12 meses atingiu 6,20% em São Paulo. O resultado é menor que os 6,40% acumulados nos 12 meses encerrados em dezembro.