Menu
Economia

FGV: 70,8% dos trabalhadores afirmam ganhar o suficiente para suas contas essenciais

O aquecimento do mercado de trabalho pode explicar a persistência do desempenho favorável do indicador como um todo.

Redação Jornal de Brasília

14/05/2026 10h09

trabalho campo

Foto: Ministério Público do Trabalho – Divulgação

Rio, 14 – Sete em cada dez trabalhadores, uma fatia de 70,8%, afirmam terem conseguido pagar suas contas essenciais nos últimos três meses com a renda auferida, incluindo gastos como moradia, educação, alimentação e saúde. Os dados são da Sondagem do Mercado de Trabalho de abril, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

“Esse resultado é a segunda queda consecutiva, depois de três altas seguidas. Como as séries ainda são curtas e não possuem ajuste por sazonalidade, comparações na margem demandam cautela”, ressaltou a FGV.

O aquecimento do mercado de trabalho pode explicar a persistência do desempenho favorável do indicador como um todo.

“Os resultados positivos do mercado de trabalho nos últimos meses, resultaram no crescimento da renda dos trabalhadores. A grande maioria da pesquisa diz que vem conseguindo pagar suas contas essenciais, mas por outro lado, a segunda queda consecutiva pode estar dando sinais de um encerramento na tendência de alta observada até então. A expectativa de uma desaceleração do mercado de trabalho ao longo de 2026 deve também chegar nos dados de renda, indicando um ano mais morno, com um ritmo mais lento da evolução dos salários. Também vai ser relevante acompanhar a evolução da inflação ao longo do ano, especialmente com os desdobramentos dos conflitos e da alta do preço do petróleo, que podem impactar na percepção da renda por parte dos trabalhadores”, afirmou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Questionados sobre as três despesas que mais impactam no orçamento da família, 72,2% dos entrevistados disseram que a alimentação é a que mais pesa, seguida por aluguel ou financiamento com moradia (mencionada por 46,5% dos respondentes) e contas de serviços públicos (44,9%, incluindo água, eletricidade e outras). As despesas com saúde receberam 35,6% de menções, e as despesas com transportes, 25,7%.

A sondagem mostrou ainda uma elevação na fatia de pessoas muito satisfeitas com o próprio trabalho principal, de 12,7% em março para 13,1% em abril, enquanto a proporção de muito insatisfeitos caiu de 0,6% para 0,5% no período.

Quanto à avaliação sobre a chance de perder o emprego ou fonte de renda, a fatia que considera essa hipótese muito improvável aumentou de 8,6% em março para 9,9% em abril, e a que considera muito provável encolheu de 1,6% para 1,3%.

Estadão Conteúdo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado