A maior parte dos entrevistados (58,8%) considera “difícil” ou “muito difícil” conseguir um trabalho no país no momento, aponta a Sondagem de Mercado de Trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), com dados do trimestre encerrado em setembro de 2026. Outros 23,1% avaliam que está “fácil” ou “muito fácil”, enquanto 18,1% dizem que está “normal”.
Na comparação com setembro de 2025, a fatia que aponta dificuldade para conseguir trabalho subiu 1,4 ponto porcentual, enquanto a parcela que considera fácil avançou 3,1 pontos porcentuais, e a avaliação “normal” recuou 4,6 pontos porcentuais.
Questionados sobre como deve ficar o mercado de trabalho nos próximos seis meses, 38,6% dos entrevistados afirmaram que deve permanecer “estável”, 6,4 pontos porcentuais acima do observado um ano antes.
Já 31,3% disseram que o mercado tende a “piorar” ou “piorar muito”, queda de 8,0 p.p. na comparação interanual.
Por fim, 30,1% avaliam que pode “melhorar” ou “melhorar muito”, alta de 1,6 p.p. ante setembro de 2025.
“O resultado desse mês mostra uma diferença entre a percepção do mercado de trabalho atual e das expectativas. Os entrevistados indicam uma piora marginal na avaliação do momento presente, mas melhoraram suas expectativas em relação aos próximos meses”, afirmou Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, em comunicado.
Estadão Conteúdo.