Até 2025, segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor de confecção pode empregar mais de 300 mil novos funcionários. Durante coletiva de imprensa, foi apresentada uma simulação da proposta de Regime Tributário Competitivo para a Confecção (RTCC). A ideia é desonerar, simplificar e desburocratizar a carga tributária que incide sobre as confecções.

O estudo, que será concluído e entregue ao governo federal em março, caso seja aplicado, poderá aumentar em 69% a produção física e gerar cerca de 300 mil novas vagas de emprego no setor, até 2025, em todo o Brasil. Para o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, O setor têxtil e de confecção brasileiro vem enfrentado inúmeras dificuldades, mas isso não é motivo para intimidar.
“É preciso olhar para frente e vislumbrar as oportunidades. E é justamente este o nosso objetivo com o RTCC, resgatar a competitividade do segmento, pois não há país forte sem uma indústria de transformação forte”, afirmou Diniz Filho.
Na ocasião, o presidente da Abit também apresentou um balanço de 2012 e as estratégias da entidade para este ano.
Dentre os resultados de 2012 estão:
– Produção: queda de 4,6% na de produtos têxteis e de 10,5% na dos confeccionados, de janeiro a novembro, em comparação a igual período de 2011;
– Empregos: estimativa de redução do pessoal ocupado em mais de 130 mil postos de trabalho, segundo o IBGE, que mede empregos diretos e indiretos;
– Balança comercial: déficit de US$ 5,3 bilhões e estimativa de chegar a US$ 5,8 bilhões de déficit neste 2013 se as condições continuarem as mesmas;
– Investimentos: US$ 2,2 bilhões;
Na agenda do setor, os focos de atuação em 2013 são:
– Salvaguarda para vestuário;
– Pleitear Regime Tributário Competitivo para Confecção;