Menu
Economia

Expansão da aviação civil tem aberto espaço para companhias internacionais

Arquivo Geral

09/08/2010 8h37

O crescimento vigoroso do setor aéreo no País, apesar dos recentes problemas de tráfego aéreo enfrentado nos aeroportos brasileiros, tem estimulado o apetite das companhias estrangeiras pelo mercado nacional, aponta um levantamento feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Das 58 novas rotas internacionais autorizadas este ano, apenas 11 foram alocadas para as companhias nacionais TAM e Gol. Enquanto as empresas brasileiras expandiram em 43% suas operações para o exterior de 2003 para cá, as estrangeiras cresceram 76,9%.

 

 

“As empresas nacionais têm perdido participação principalmente nas ligações de longo curso, como para os Estados Unidos e a Europa”, diz Elton Fernandes, professor da Coppe/UFRJ e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA). “No início da década, existia um equilíbrio. As companhias brasileiras detinham cerca de 50% do mercado internacional, com liderança da Varig, antes do seu colapso”, explica o pesquisador.

 

 

O avanço das estrangeiras é reflexo de uma política de abertura do mercado adotada pela Anac nos últimos anos, que inclui a instituição da liberdade tarifária e os acordos bilaterais, que permitem a operação de voos internacionais. O Brasil possui acordos com 78 países, dos quais 40 foram negociados a partir de 2008. O foco é a livre determinação, pelos países signatários, do número de voos e a escolha de rotas e cidades de destino.

 

 

“Se você oferece mais frequências e as empresas nacionais não têm condições de operá-las, as estrangeiras acabam ocupando esse espaço”, diz Fernandes. Para ele, a possibilidade de voar para mais cidades potencializa o crescimento das empresas internacionais. 

 

 

Segundo a presidente da Anac, Solange Vieira, essa é uma forma de expandir a aviação internacional. “Hoje os aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro estão relativamente saturados. A tendência, para que este mercado cresça, é a distribuição de voos para outros aeroportos. “Há alguns anos, praticamente só havia voos internacionais partindo dessas duas capitais”, diz.

 

 

Exemplo disso é a American Airlines, que até 2008 voava apenas para Rio e São Paulo. Desde então, passou a ter voos para Belo Horizonte, Salvador e Recife. “É um mercado que está superaquecido e queremos ampliar nossa presença aqui”, diz o diretor comercial, José Roberto Trinca. O próximo passo, informa, é o lançamento de uma operação em Brasília ainda este ano.

 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (09) do Jornal de Brasília.

 

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado