As chuvas têm castigado diversas regiões do País e gerado reflexos significativos nos preços e ofertas de alguns produtos hortigranjeiros, como de tomate e abacaxi, comercializados nas Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa/DF). Estima-se que os prejuízos girem em torno de 30% para os atacadistas e 10% para os consumidores.
Com o excesso de água nas lavouras houve também uma queda acentuada na qualidade de produtos disponíveis para consumo interno, pois uma porcentagem do que abastece a cidade e do que é produzido aqui, está sendo destinado à outras partes do País.
Segundo o orientador de mercado e supervisor do Ceasa/DF, Manuel Rodrigues, as chuvas sempre trazem prejuízos aos agricultores e isso acaba refletindo no mercado como um todo, desde o setor atacadista até o consumidor final, que tem um pequeno desfalque na quantidade de produtos disponíveis para comercialização.
“Os problemas de inundações em áreas agrícolas e as diversas estradas alagadas em todo País, acabam impedindo que muitas produções sejam escoadas aos centros consumidores. Isso faz com que a quantidade de produto para comercialização interna diminua, aumentando a concorrência local e os preços. Isso é negativo para o produtor e para o consumidor final, pois ambas as partes tem prejuízos. O atacadista é ainda é o menos atingido, mas também acaba sentindo os impactos da água”.
Consumidores
Os consumidores estão sentido no bolso os prejuízos gerados pelo mau tempo. A revenda atacadista de alguns produtos que fazem parte do consumo diário da mesa dos brasilienses, como o tomate, o abacaxi, a batata, a maça e a beterraba aumentaram consideravelmente após o início das chuvas.
Os consumidores estão sentido no bolso os prejuízos gerados pelo mau tempo. A revenda atacadista de alguns produtos que fazem parte do consumo diário da mesa dos brasilienses, como o tomate, o abacaxi, a batata, a maça e a beterraba aumentaram consideravelmente após o início das chuvas.
Um exemplo é o tomate, que até o final de novembro custava em torno de R$ 40 a caixa com 23 kg e hoje já é vendida por R$ 50 na Ceasa. A beterraba também teve um dos maiores índices de aumento dos últimos tempos. O produto que já era considerado um dos mais caros, entre as verduras, está custando cerca de R$ 45, número que promete subir nos próximos dias.
Excesso de água causa queda na produção e na qualidade dos produtos
A expectativa quanto ao valor do saco da laranja, também não é positiva para os consumidores. “Hoje um saco de laranja custa R$ 11, mas há boatos de que a partir de segunda-feira ela irá para R$ 18 reais”, conta o servidor público Marcelo Souza.
A expectativa quanto ao valor do saco da laranja, também não é positiva para os consumidores. “Hoje um saco de laranja custa R$ 11, mas há boatos de que a partir de segunda-feira ela irá para R$ 18 reais”, conta o servidor público Marcelo Souza.
Ele que costuma fazer compras na Ceasa todos os sábados, garante que sentiu bastante o aumento dos preços. “Hoje só venho fazer minhas compras aqui na Ceasa, porque a qualidade do produto é muito boa. Pois os preços já são compatíveis com os de sacolões e supermercados. Acredito que as chuvas têm influenciado, mas espero que as coisas se equilibrem logo”, afirma.
Aumento
Os preços dos produtos na Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa) vêm crescendo desde o mês de outubro de 2009. E com a forte pressão gerada pela alta demanda das festas de fim de ano, esse índice subiu ainda mais.
Outro fator que influenciou foi o aumento do movimento de consumidores na Ceasa. “O final do ano, coincidiu muito com o período de chuvas, e isso ocasionou um aumento bastante considerável nas vendas. Mas o que influenciou mesmo foi o forte crescimento do movimento na Central de Abastecimento. Hoje cerca de mil pessoas circulam pelas instalações da Ceasa todos os dias, e com isso os produtos também acabam ganhando mais valor. É a lei da oferta e da procura”, afirma o atacadista Florisvaldo Souza.
Entretanto, apesar de todos os problemas com diminuição de oferta e queda na qualidade de algumas mercadorias, a maior parte das vendas ainda está sendo feita com base na média de valores comercializados ao longo do ano passado, mantendo alguns produtos bem acessíveis à população. “Essa estabilidade de alguns produtos é uma forma de atrair as pessoas e desviar o foco dos problemas com as chuvas. Se tivemos uma baixa em alguns produtos, outros vêm para compensar”, garante o atacadista.
Florisvaldo afirma ainda que está à espera do tempo bom novamente, para conseguir atender seus clientes com eficiência e ainda lucrar um pouco mais com seus produtos.