A União Europeia (UE) deve possuir um sistema integrado de supervisão financeira que deveria estar pronto em 2011 ou 2012, segundo a proposta do grupo de especialistas ao qual a Comissão Europeia (órgão executivo do bloco) encomendou uma revisão do modelo vigente de supervisão.
O grupo liderado pelo ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Jacques de Larosière sugere criar três novas autoridades européias, shop responsáveis pela supervisão das entidades bancárias, cialis 40mg de seguros e das bolsas de valores.
Neste modelo, os supervisores nacionais continuariam responsáveis pela vigilância diária das entidades, e seriam iniciados colégios de supervisores para os principais grupos multinacionais.
Os especialistas, entre eles o economista espanhol José Pérez Fernández, também propõem criar um novo órgão, o conselho europeu de riscos sistêmicos, liderado pelo presidente do Banco Central Europeu e responsável por garantir a estabilidade financeira.
Este conselho deverá emitir alertas prudenciais quando perceber que a estabilidade financeira está ameaçada, de acompanhamento obrigatório, e se manter em contato com as autoridades internacionais, como o FMI.
Para passar da situação atual, na qual a supervisão é competência exclusiva das autoridades nacionais e os comitês europeus de supervisores têm caráter meramente consultivo, ao sistema integrado de Larosière e seus companheiros propõem um processo em dois períodos.
Entre 2009 e 2010, será preciso fortalecer as autoridades nacionais de supervisão, e a Comissão Europeia, em colaboração com os comitês europeus de supervisores bancários, das bolsas de valores e de seguros, examinará o grau de independência dos organismos nacionais.
Nesta primeira fase, o Executivo da UE também deve iniciar o processo legislativo para transformar os três comitês citados em autoridades européias, que contarão com um orçamento adequado, procedente dos cofres europeus.
Também será necessário desenvolver uma regulação financeira na UE, mais completa e harmonizada.
Na segunda etapa, entre 2011 e 2012, deverão ser criadas as autoridades européias de bancos, seguros e bolsa, em cujo conselho estarão os presidentes dos organismos nacionais.
Seus máximos responsáveis serão profissionais totalmente independentes e sua designação, para mandatos de oito anos, terá que receber o apoio da CE, do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu.
Os especialistas sugerem que as decisões destas autoridades tenham caráter vinculativo e também poderão fazer a mediação em disputas entre os organismos nacionais.
O grupo liderado por Larosière recomenda que os trabalhos para iniciar esse novo modelo de supervisão comecem imediatamente.
Em sua primeira reação após a apresentação do relatório, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, se mostrou de acordo na necessidade de que a UE conte com um sistema integrado de supervisão.
Durão Barroso ressaltou que a proposta, inspirada no funcionamento do BCE, não coloca um modelo centralizado e supranacional e disse confiar em que os 27 países-membros sejam capazes de chegar a um acordo a respeito.