A América Latina receberá neste ano 21% a mais de capital estrangeiro do que em 2009 graças a grandes aumentos no Brasil e no México, anunciou hoje o Instituto de Finanças Internacionais, a maior associação de bancos do mundo.
No total, US$ 190,4 bilhões em fundos privados entrarão na região este ano, contra US$ 156,6 bilhões em 2009.
Na realidade, Brasil e México serão os grandes responsáveis pela alta. Apesar de ter adotado controles para restringir a entrada de capital, o Brasil atrairá este ano US$ 96 bilhões, frente a US$ 77,1 bilhões em 2009, segundo a organização.
O México receberá US$ 37,2 bilhões em 2010, contra US$ 21,9 bilhões do ano anterior.
Em 2011, quando o efeito dos programas de estímulo em nível mundial terá desaparecido, o fluxo de capital cairá para US$ 183,3 bilhões, de acordo com o instituto.
“O crescimento dos fluxos de capital está mais centrado no investimento estrangeiro direto, que é mais propício à geração de crescimento econômico”, disse em entrevista coletiva Yusuke Horiguchi, economista-chefe do instituto.
Esse tipo de investimento fica mais tempo no país que o recebe, ao não ser especulativo, e favorece a transferência de tecnologia.
Em 2009, chegou a US$ 66,6 bilhões; este ano, deve crescer até US$ 87 bilhões; em 2011, somará US$ 97,1 bilhões, segundo os cálculos do instituto.
Horiguchi considerou o aumento de 21% previsto para este ano como “modesto”.