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Economia

Entidades apoiam o veto de Dilma

Arquivo Geral

28/07/2013 10h30

Os trabalhadores apoiam o veto da presidente Dilma Rousseff à extinção da multa de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em casos de demissão sem justa causa. Contrariamente à forma como se posicionou o empresariado, ao repudiar o veto, os representantes de trabalhadores manifestaram satisfação com a manutenção da multa.  

 

Para a Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (CTB) do Brasil, o veto merece o “total apoio da classe trabalhadora brasileira”, pois a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 200/2012 foi o resultado da influência do setor dos empregadores no Congresso.

 

“Quem não usa mão do recurso da demissão sem justa causa, que não é permitida nos países onde vigora a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), não tem razão para temer a multa rescisória mantida”, disse o presidente da CTB, Wagner Gomes. Essa convenção da OIT  estabelece um quadro normativo geral, que depende de regulamentação dos Estados signatários. 

 

Estabilidade

O secretário de organização sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT) DF, Roberto de Oliveira, também citou a convenção da OIT e defendeu a volta da estabilidade no emprego – que vigorou   até a Constituição   de 1988. “A central defende que o Brasil acate  a convenção internacional, o que vai promover uma discussão geral sobre o tema”, diz.

 

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, a falta de estabilidade  é uma das principais causas da rotatividade de mão de obra, o que contribui para o aumento da quantidade de solicitações de seguro-desemprego. Segundo ele, a multa de 10%  seria mais um fator de inibição para as demissões sem justa causa – além dos 40% sobre o mesmo fundo que vai para o trabalhador. No caso dos 10%, o valor é depositado no próprio FGTS.

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