As encomendas à indústria na zona do euro caíram em setembro no ritmo mais rápido desde dezembro de 2008, indicando que a atividade manufatureira deve enfraquecer nos 17 países do bloco.
A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, informou hoje que as novas encomendas registradas pelas indústrias recuaram 6,4% em setembro ante agosto. Na comparação com setembro de 2010, entretanto, houve alta de 1,6%.
O resultado mensal foi muito pior do que o previsto. Os economistas esperavam queda de 2,7% ante agosto e aumento de 7,8% na comparação com setembro do ano passado.
A Eurostat também reviu a leitura para as novas encomendas em agosto, e agora calcula que houve aumento mensal de 1,4% e elevação anual de 5,9%. O resultado original era de expansão mensal de 1,9% e anual de 6,2%.
A queda mensal das encomendas em setembro foi a retração mais acentuada desde dezembro de 2008, quando as encomendas caíram 10,2%, com as empresas em todo o mundo reduzindo o planejamento de produção, em resposta à incerteza criada pelo colapso do Lehman Brothers.
Os dados sobre as novas encomendas à indústria são muito voláteis, e quedas em um mês podem ser compensadas por aumentos no mês seguinte. Entretanto, dado a proporção da retração em setembro, as carteiras de encomendas não devem ser preenchidas novamente com rapidez. As informações são da Dow Jones.