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Empresas em prol do meio ambiente e da sustentabilidade

Já se passou do ponto de avaliar riscos da mudança climática. Cedo ou tarde, empresas se posicionam na prática contra o aquecimento global

Poluição

Por Luciana Costa
Especial para Jornal de Brasília

Por ter uma lista extensa de problemas, a luta pelo meio ambiente permeia todos os setores da sociedade, principalmente o setor empresarial. Atualmente a cobrança não parte somente dos consumidores, os líderes mundiais já propõem metas rigorosas para ‘restaurar’ o meio ambiente em conferências, como a COP 26, e a criação de políticas públicas do Legislativo em busca da redução de emissões de carbono tem sido comum em vários países.

É importante apontar que o atraso global em combater a mudança climática resultou em um cenário irreversível: hoje, a humanidade não luta para restaurar os impactos na natureza, mas empenha-se em evitar o aumento da temperatura da Terra em mais de 1.5 graus Celsius.

Cientistas já sabiam há tempos que o estilo de vida humano estava mudando o clima da Terra, principalmente devido às emissões de gases de efeito estufa. De acordo com o Relatório Climático Anual de 2020 da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, sigla em inglês), a temperatura combinada da terra e do oceano aumentou a uma taxa média de 0,08 graus Celsius por década desde 1880, porém, desde 1981 a taxa média de aumento foi mais do que o dobro (0,18°C). Veja:

“É pra ontem!”

As empresas têm a força e a influência para exigir novos formatos dos governos e cumprir novas regras bem-vistas pela população. O momento de transformação é agora; a cada hora, a humanidade aproxima-se de um ponto de não retorno. Sabe-se que o aquecimento global causado por atividades antrópicas provoca danos socioambientais de grande escala. O aumento contínuo da temperatura desestabiliza o sistema terrestre em efeito dominó.

Em artigo acadêmico publicado no Nexo Jornal, portal brasileiro de notícias, exemplifica-se que ondas de calor e ciclones tropicais têm se tornado cada vez mais frequentes e severos, e “os oceanos foram acidificados pela absorção excessiva de dióxido de carbono ao longo dos últimos 100 anos”. Por isso, o prognóstico para os próximos anos é alarmante, especialmente se as emissões de gases de efeito estufa não diminuírem até 2025.

Ser ecossustentável não é um fardo; é um investimento para sobreviver

De pequenos negócios a grandes multinacionais, todas as empresas devem se comprometer na luta contra o aquecimento global. Independentemente da área de atuação, se faz necessário encarar as novas regulamentações – do uso obrigatório de plásticos biodegradáveis à coleta seletiva do lixo seco e compostagem do lixo orgânico – como um investimento e não como um gasto.

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Em uma entrevista ao Valor Econômico, Peter Wilson, embaixador britânico, aponta que o mercado sustentável tem se tornado cada vez mais atrativo. “Independentemente do que os governos fizerem, investidores irão colocar seu dinheiro onde puderem conseguir emissões líquidas zero em 2050 e irão deixar de investir em quem não agir assim”, disse Wilson.

A companhia de alimentos JBS serve como exemplo da prática. A multinacional emitiu uma oferta de US $1 bilhão no mercado internacional em títulos ligados à sustentabilidade, que estão atrelados ao compromisso de redução de emissões de gases de efeito estufa pela empresa.

Isto é, o quanto antes as empresas buscarem cumprir as transformações socioambientais, o lucro pode ser alto para as marcas e, principalmente, significativo para a vida na Terra.

A autossustentabilidade empresarial acontece em diversas áreas. No caso do Brasil e alguns países sul-americanos, por exemplo: a produção agropecuária aumenta ao reduzir a área utilizada, permitindo enorme uma restauração, diminuindo o risco de savanização da floresta amazônica e removendo grande quantidade.

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Aos poucos, grandes empresas aderem à sustentabilidade em determinados aspectos. A empresa brasileira Americanas pretende se tornar carbono neutro até 2025 e, para isso, investe em veículos limpos para entrega de produtos e em projetos na Amazônia, que desde 2019 evitaram a emissão de 1,4 milhão de toneladas de gás carbônico. Outra prática, o Magalu recebe equipamentos usados, como celular, TV e geladeira, para descarte correto ou reciclagem durante este ano.






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