Menu
Economia

Empresas devem reduzir custos para competir, diz Marinho após fim da ‘taxa das blusinhas’

Ministro afirmou que o governo precisa investir e criar crédito a fim de dar as condições para que os negócios, sobretudo os pequenos, possam diminuir os gastos

Redação Jornal de Brasília

13/05/2026 14h28

Luiz Marinho, ministro do Trabalho. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

LUANY GALDEANO
FOLHAPRESS

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (13) que empresas devem se desenvolver reduzindo custos, a fim de melhorar a competitividade no mercado após a revogação da “taxa das blusinhas”.

Segundo Marinho, o fim da alíquota não deve trazer impacto na geração de empregos, mas as companhias devem se adaptar e diminuir despesas para concorrer em um patamar internacional.

“O que nós precisamos é que as empresas de fato façam ajustes do ponto de vista de tecnologia para poder competir no mercado global. Temos que, portanto, trabalhar o processo de redução de custos dos nossos produtos para poder competir igualmente”, disse.

O ministro afirmou ainda que o governo precisa investir e criar crédito a fim de dar as condições para que os negócios, sobretudo os pequenos, possam diminuir os gastos.

“O governo deve criar condições para que as empresas se desenvolvam reduzindo seus custos, investindo e criando crédito disponível às empresas, em particular às pequenas, mas não somente, para fazer o jogo do equilíbrio entre as várias questões demandadas pela sociedade”, disse o ministro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (12) uma MP (medida provisória) que zera o imposto federal conhecido como “taxa das blusinhas”. A alíquota entrou em vigor em 2024 por meio de lei que estabeleceu a taxação em 20% (em impostos federais) para compras internacionais de até US$ 50 (R$ 245 em valores de hoje) em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress. O tema vinha sendo motivo de racha dentro do governo.

Marinho afirmou não ter participado diretamente do debate sobre a revogação da taxa, mas que o governo via o pleito da sociedade sobre o tema. A medida foi anunciada a cinco meses das eleições.

“[Sobre a revogação], não acho nada. Decisão tomada, respeitada. O presidente ouviu os setores. Ele tem que tomar decisões entre as várias reclamações pertinentes no país, e achou por bem revogar essa medida”, disse o ministro nesta quarta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado