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Economia

Empresários pedem maior estrutura de defesa comercial ao Governo Federal

Arquivo Geral

08/02/2011 8h34

Os empresários brasileiros pediram nesta segunda-feira ao Governo Federal que amplie a estrutura de defesa comercial para combater as práticas “desleais” de outros países, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

“A estrutura do Ministério do Desenvolvimento na área de defesa comercial é muito pequena, é insuficiente para as necessidades do Brasil”, comentou Skaf a jornalistas após uma reunião com o ministro Fernando Pimentel.

O presidente da Fiesp afirmou que haverá cooperação por parte dos industriais e assinalou que na reunião houve consenso de que esse tema é importante e deve ser discutido. “Não pode haver economia na defesa comercial de um país”, avaliou.

Pimentel, segundo o empresário, destacou aos representantes dos diversos setores produtivos que o Governo da presidente Dilma Rousseff pretende elevar as tarifas de importação de alguns produtos como medida de defesa comercial da indústria brasileira.

Alguns setores que poderão se beneficiar dos aumentos serão o têxtil, calçados e couro e o de eletrodomésticos, além de equipamentos eletrônicos.

Skaf, no entanto, manifestou que a medida não é suficiente para conter o crescimento das importações de produtos manufaturados.

Em 2010, segundo o titular da Fiesp, a balança comercial desse tipo de produtos teve déficit de US$ 72 bilhões, número que, caso sejam mantidas as atuais políticas de defesa, poderá “subir para US$ 100 bilhões neste ano”.

O empresário citou as práticas registradas em alguns países desenvolvidos do chamado “dumping”, termo que define a venda abaixo do preço de custo.

Para Skaf, o Brasil deve “fazer o mesmo que os outros países”, que com o menor indício de “dumping”, aplicam uma sobretaxa. “Depois, se não comprovar, recua da medida”, afirmou.

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