A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e os analistas do setor bancário elevaram hoje suas previsões de crescimento da economia do país para este ano, que, segundo eles, deve se expandir ao menos 6%.
A CNI elevou suas previsões em meio ponto, até uma alta de 6% do Produto Interno Bruto (PIB), um salto apoiado principalmente na melhoria da indústria.
Os cálculos do mercado bancário são ainda mais otimistas e prevêem uma melhoria da economia de 6,3%, segundo o boletim semanal do Banco Central, também divulgado hoje.
A CNI previu que a produção industrial dispare 12% e os investimentos se expandam 18%, quatro pontos acima de seus últimos cálculos, divulgados em dezembro.
Com relação à inflação, a CNI previu uma alta de 5,4% e os bancos uma alta de 5,54%, em ambos casos, cerca de um ponto acima da meta do Governo (4,5%).
Os dois estudos concordam que o Banco Central deve optar por prosseguir com sua política de subir as taxas de juros para conter a inflação.
Segundo os analistas do mercado, os juros fecharão o ano em 11,75%, enquanto para os empresários, a restrição da política monetária se situará nos 11%, um ponto e meio acima da taxa atual.
A alta dos juros “deverá reduzir o ritmo de investimentos e de crescimento da economia brasileira durante o ano”, alertou o relatório da CNI.
Os empresário reduziram suas perspectivas com relação às contas externas e consideraram que o superávit comercial vai alcançar apenas US$ 10 bilhões, número que supõe uma contração de 60% com relação ao saldo do ano passado.
O motivo será a forte expansão das importações, devido à força do real e o vigor do consumo interno, enquanto as exportações se manterão estáveis.