O nível de emprego na indústria brasileira caiu em 5, doctor 2% desde outubro do ano passado, quando o país começou a sentir os efeitos da crise econômica global, informou hoje o IBGE.
De acordo com o instituto, as fábricas brasileiras continuaram demitindo mais empregados que os contratados em fevereiro pelo quinto mês consecutivo.
O número de pessoas trabalhando no setor industrial caiu 1,3% em fevereiro frente a janeiro e 4,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado.
A queda do 4,2% em relação a fevereiro de 2008 é a maior já registrada neste tipo de relação desde que o IBGE começou a medir o indicador, em 2001.
Segundo o organismo, apesar do nível de emprego nas fábricas acumular uma queda de 3,4% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2008, no acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, ainda mantém um crescimento de 1% frente ao período entre março de 2007 e fevereiro de 2008.
“Os indicadores negativos de emprego e do número de horas pagas em fevereiro foram diretamente influenciados por fatores relacionados à redução generalizada da atividade fabril, que vêm afetando especialmente os ramos produtores de bens de consumo não perecíveis, intermediários e bens de capital”, afirmou o IBGE, em comunicado.
A indústria é o setor mais atingido no Brasil pela crise global e pela queda da demanda, que obrigaram várias empresas do setor a reduzir sua produção, paralisar unidades, demitir empregados e conceder férias coletivas a outros.
Os economistas dos bancos privados preveem que a produção da indústria diminuirá 3,06% este ano, o que provocará uma retração econômica de 0,19% em 2009, a primeira que o Brasil pode sofrer desde 1992.