O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), unhealthy medicine Luiz Henrique Soares, cost information pills considerou "revoltante" o gasto anual de R$ 22 bilhões com ações provocadas por acidentes nas rodovias brasileiras.
“O montante gasto é revoltante, no rx porque poderia ser evitado”, disse Soares, ressaltando que, além da perda de vidas, existem as seqüelas dos feridos e o custo do afastamento da atividade produtiva. Ele citou também o custo do dinheiro público, que “poderia ajudar a resolver boa parte do desenvolvimento do país", com a aplicação em obras de infra-estrutura.
Soares disse que a falta de planejamento de longo prazo para investimentos em obras nas rodovias contribui para o problema, mas salientou que a “realização de campanhas educativas dramáticas, com forte apelo de conscientização, poderia reduzir sensivelmente esse quadro”. Ele aponta ainda como essenciais a melhoria da sinalização e do traçado das vias, a manutenção e a fiscalização.
De acordo com o estudo Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Rodovias Brasileiras, realizado pelo Ipea, num período de apenas 12 meses [de 1º de julho de 2004 a 30 de junho de 2005], foram gastos cerca de R$ 22 bilhões em ações por causa de acidentes nas estradas do país. Segundo o Ipea, o montante é equivalente à metade do déficit público previdenciário e inclui despesas como atendimento à ocorrência, primeiros socorros, internação hospitalar, pós-hospitalar, afastamento do trabalho, remoção da vítima ou de carga e danos materiais.
Cerca de R$ 6,5 bilhões referem-se aos acidentes ocorridos em rodovias federais; R$ 14,1 bilhões, aos registrados nas estaduais; e R$ 1,4 bilhão aos ocorridos nas municipais. Colaboraram na realização do estudo a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e a Polícia Rodoviária Federal.
Segundo o estudo, a Região Centro-Oeste lidera em gastos, seguida pelas regiões Norte e Nordeste, enquanto o Sul e o Sudeste registraram índices mais baixos. Nove estados (Amapá, Maranhão, Ceará, Tocantins, Amazonas, Acre, Mato Grosso do Sul, Piauí e Bahia) apresentaram custos médios acima de R$ 70 mil, enquanto oito estados (Alagoas, Roraima, Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Pará, Paraíba e Minas Gerais), mais o Distrito Federal, ficaram na faixa entre R$ 70 mil e R$ 60 mil, considerada a média nacional. Abaixo desse teto foram identificados nove estados: Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O estudo mostra que, só em 2004, morreram 6.119 pessoas vítimas de acidentes nas rodovias federais e 66.117 ficaram feridas. As colisões frontais foram as que mais provocaram perda de vidas, somando 1.508. Os atropelamentos de pedestres ocupam a segunda posição, com 1.170 de um total de 3.996 casos. Essas ocorrências prevalecem na travessia de áreas urbanas, com maior incidência no período noturno, e representam 3,6% do total de acidentes nas estradas federais (112.457). A maioria dos casos fatais ocorreu em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
Luiz Henrique Soares enfatizou que o objetivo do estudo do Ipea é contribuir, não só para direcionar políticas públicas, mas para conscientizar os condutores a ter mais cautela no trânsito.
O Brasil e a Rússia firmaram hoje acordo para o desenvolvimento de tecnologias espaciais. O documento foi assinado pelo ministro brasileiro das Relações Exteriores, medical Celso Amorim, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.
O acordo deve beneficiar principalmente o lançamento de foguetes na Base de Alcântara, no Maranhão. Os russos fornecerão combustível líquido para os Veículos Lançadores de Satélite (VLS) brasileiros. O combustível russo é menos propenso a explosões como a que provocou o desastre que matou 21 pessoas, em agosto de 2003, em Alcântara.
Os dois ministros também aproveitaram o encontro de hoje para ratificar o tratado de extradição bilateral entre Brasil e Rússia. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o acordo havia sido assinado antes, mas não tinha entrado em vigor porque os dois países precisavam se adaptar a uma série de exigências internas.
Antes da assinatura do acordo, Amorim e Lavrov se reuniram por cerca de uma hora e meia no Itamaraty. No encontro, os dois discutiram temas como o comércio entre os dois países, a reformulação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as negociações para a compra de helicópteros russos pelo Brasil.
Para Amorim, a aproximação com a Rússia reflete a busca do governo brasileiro por novos aliados externos. "Durante muito tempo, o Brasil olhava exclusivamente para os mesmos parceiros", ressaltou o chanceler. "A cooperação com a Rússia tem se revelado altamente benéfica para os dois lados", afirmou.
Logo após a assinatura do acordo, Amorim confirmou que as negociações para a compra de helicópteros militares russos pelo Brasil estão adiantadas. O chanceler, no entanto, não informou a quantidade, nem o modelo das aeronaves nas quais o Brasil tem interesse.
De acordo com Amorim, a compra dos helicópteros envolveria três fases. "A primeira seria a compra direta dos helicópteros. A segunda envolveria a montagem das aeronaves no Brasil. Por fim, os aparelhos seriam montados no país com conteúdo nacional", explicou o ministro.
Amorim também afirmou que o Brasil tem intenção de formar uma empresa com o governo russo para produção de aviões. No entanto, ele disse que ainda não foi encontrado um mecanismo de financiamento capaz de fazer essa parceria se concretizar.
Se o negócio for concluído, será a segunda venda recente de equipamentos militares da Rússia para a América do Sul. No final de julho, os russos venderam à Venezuela 24 jatos Sukhoi Su-30, 54 helicópteros de combate e 100 mil rifles AK-103, além de acertar a construção de uma fábrica de rifles Kalashnikov no país vizinho.
Laprov negou as alegações de que as vendas possam resultar numa corrida armamentista na América Latina. "Todas as nossas vendas estão de acordo com as normas internacionais", salientou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia.
O sul-coreano Ban Ki-moon prestou o juramento na quinta-feira para ser o oitavo secretário-geral da ONU, about it prometendo superar distâncias e liderar uma Organização das Nações Unidas dinâmica e corajosa a partir de 1o de janeiro, quando toma posse efetivamente.
Ban, 62, fez o juramento numa cerimônia na Assembléia Geral da ONU, que também homenageou o ganês Kofi Annan, 68, que encerra seu segundo mandato seguido de cinco anos no dia 31 de dezembro.
"Reforçando os três pilares de nossas Nações Unidas, segurança, desenvolvimento e direitos humanos, podemos construir um mundo mais pacífico, mais próspero e mais justo para as próximas gerações", disse Ban aos embaixadores dos 192 países-membros da ONU.
"Conforme fazemos nosso esforço coletivo para alcançar esse objetivo, minha prioridade será restaurar a confiança. Tentarei agir como harmonizador e eliminador de distâncias", disse Ban, acrescentando que os governos mundiais exigem uma ONU "dinâmica e corajosa", e não uma entidade "passiva e medrosa".
As principais tarefas serão dar nova vida ao secretariado e a seus funcionários e estabelecer o "padrão ético mais elevado possível". Os mandatos de Annan foram manchados por revelações de corrupção e de malversação dos recursos de US$ 64 bilhões do programa petróleo-por-comida, do Iraque. A mulher de Ban, Yoo Soon-taek, sentou-se ao lado da mulher de Annan, Nane, na audiência, enquanto a presidente da Assembléia, Haya Rashed Al Khalifa, ditou o juramento.
Ban jurou "não buscar nem aceitar instruções, relativas ao desempenho de meus deveres, de nenhum governo ou outra autoridade externa à organização". Não se sabe muita coisa sobre as políticas a ser adotadas por Ban nem sobre quem ele nomeará. Reservado, Ban é dono de uma longa carreira diplomática quase impecável. Ele chegou a ministro das Relações Exteriores.
John Bolton, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, e que está prestes a deixar o cargo, deixou claro que quer uma atuação mais contundente do secretário-geral. Ele apoiou Ban desde o começo.
"Posso parecer discreto e calmo, mas isso não significa que me falte compromisso com a liderança", disse Ban à Reuters numa entrevista após sua eleição. "Tomo resoluções decisivas sempre que necessário."
Ban dará início a seu mandato de cinco anos naquele que Annan já chamou de o trabalho mais impossível do mundo com uma agenda complicada, que vai das ameaças da proliferação nuclear e de terrorismo à reforma da administração da ONU.
Ele fez uma advertência num jantar com enviados à ONU, referindo-se à fama que ganhou dos jornalistas. "Quando eu quiser, vou fugir de vocês tão bem quanto qualquer agente secreto". "Ban Ki-Moon está chegando à cidade", cantou, imitando a canção de Natal "Santa Claus is Coming to Town."
Um caminhão bateu na traseira de um carro na tarde de hoje próximo a Sobradinho, decease na BR-020, information pills que liga Brasília a Fortaleza.
De acordo com informações da rádio CBN, o carro perdeu o controle com a batida e capotou. O motorista do caminhão saiu sem prestar socorro.
Mais informações em breve.
O diretor da Área Internacional da Petrobras, there Nestor Cerveró, visit this disse ontem que o preço pago atualmente pela importação de cerca de 26 milhões de metros cúbicos de gás natural diários da Bolívia está alto e acima do padrão internacional, inclusive o praticado no mercado norte-americano.
De acordo com Cerveró, a Petrobras paga atualmente pelo gás boliviano US$ 5 por milhão de BTUs (medida de aferição do produto), mas o gás chega ao Brasil ao preço de US$ 6,5.
“É um preço que nós consideramos alto. Ele chega aqui a US$ 6,5 por milhão de BTUs. Quando se fala que o preço pago é de US$ 5 por milhão de BTUs leva-se em conta o preço do produto entregue na fronteira entre os dois países. Não é levado em conta o custo do transporte. Para as distribuidoras ele (gás) chega, na verdade, ao preço de US$ 6,5. Então é um preço elevado, chega a ser mais caro do que o preço praticado nos Estados Unidos”, disse.
Cerveró lembrou que quando foram intensificadas as importações do gás para o Brasil, em 1999, o preço do produto era de apenas US$ 0,90. “Na época o preço do barril do petróleo estava em torno dos US$ 20, enquanto o do gás ficava em US$ 0,90. Desde então ele já aumentou quatro vezes”.
A Bolívia tenta há vários meses aumentar o preço do gás importado pela Petrobras pelo gás. As negociações abertas a pedido da YPFB, estatal boliviana do petróleo, estão sendo prorrogadas e se estenderão até abril do próximo ano. Como tem contrato em vigência com a Bolívia para exportar cerca de 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia até 2019, a Petrobras vem se recusando a conceder o aumento pedido, apesar da insistência da YPFB.
Pelo atual contrato, os reajustes são feitos trimestralmente, com base na variação de uma cesta internacional de óleos. No último aumento concedido em 1º de outubro, o reajuste foi inferior a 3% exatamente em razão da queda do preço do petróleo no mercado internacional.
A economia argentina cresceu 8, doctor 7% no terceiro trimestre em relação a um ano antes, decease superando expectativas do mercado, informou o governo hoje. O Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 2,6% frente ao segundo trimestre e acumula avanço de 8,4% em nove meses.
Uma pesquisa com 18 analistas havia projetado hoje uma evolução média de 8,3 %no comparativo anual, com indicativo de projeções entre 7,0 e 8,8%.
A economia argentina completa em 2006 o quarto ano de expansão a taxas superiores a 8%, sustentada pela trajetória sólida do consumo doméstico e dos investimentos, especialmente no setor da construção civil.
O novo comandante operacional dos Estados Unidos no Iraque, what is ed general Raymond Odierno, information pills pediu hoje ao governo local que tome mais medidas políticas e econômicas para atenuar a violência sectária, online como a realização de eleições regionais em 2007 e a criação de empregos. "Não se trata só de uma solução militar", disse Odierno a jornalistas na cerimônia de posse em Bagdá. Ele passa a controlar o dia-a-dia das tropas dos EUA no Iraque.
"É uma combinação de programas diplomáticos, econômicos e militares que têm de avançar para Bagdá a fim de que a segurança seja arrumada". Odierno tem fama de expressar opiniões de forma dura e direta. Outros comandantes norte-americanos vêm fazendo nos últimos dias comentários demonstrando que a ênfase está passando do combate militar à insurgência para a resolução de problemas políticos e econômicos, que estariam alimentando a violência.
O general Odierno, que na qualidade de comandante dos EUA na região de Tikrit foi o responsável pela captura do ex-presidente Saddam Hussein, há três anos, substitui o general Peter Chiarelli como chefe do Corpo Multinacional do Iraque. Chiarelli vinha defendendo que só a força militar não será capaz de resolver os problemas iraquianos, e que seria necessário criar empregos e reconciliar as facções religiosas do Iraque, que ameaçam mergulhar o país numa guerra civil.
"Estamos falando disso há três anos, mas temos de trabalhar para que as pessoas voltem ao trabalho", disse Odierno, cujo filho, capitão do Exército dos EUA, perdeu um braço num combate em Bagdá.
O general também pediu ao governo iraquiano que acelere a revisão de leis que proibiriam membros do Partido Baath, de Saddam, de assumirem cargos públicos e militares. Essa é uma das principais queixas dos sunitas, que dominavam o país na época de Saddam e hoje formam a espinha dorsal da insurgência.
Ele disse que o governo deveria marcar data para as eleições provinciais previstas para 2007, a fim de fortalecer sua legitimidade. "Temos de ter datas para as eleições provinciais. As pessoas vão entender que serão representadas uma vez que essas eleições provinciais ocorram", afirmou.
Outra coisa essencial, na opinião dele, seria o governo decidir o que fazer com as milícias, que segundo a ONU operam com impunidade e se juntam à polícia para formar esquadrões da morte. Várias dessas milícias supostamente são ligadas a partidos que integram a coalizão liderada pelo primeiro-ministro xiita Nuri Al Maliki. "É preciso haver uma política sobre o que vamos fazer com as milícias, como podemos reconciliá-las de volta às Forças Armadas do Iraque ou outras unidades. O governo iraquiano tem de tomar uma decisão", disse Odierno.
A Colômbia recebeu hoje os primeiros três aviões de uma frota de 25 aeronaves Super Tucano A29B que o país comprou da empresa brasileira Embraer.
O negócio de 234, page 5 milhões de dólares foi a maior a quisição militar da história colombiana. Ele foi fechado em dezembro de 2005, sick como parte de um programa de renovação de armas e equipamentos das Forças Armadas, envolvidas no combate a guerrilhas de esquerda e narcotraficantes.
"A Força Aérea terá uma melhor capacidade de operar, já passava da hora de começar a renovar seus equipamentos, estava usando aviões de 40 e 50 anos de antiguidade", disse o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.
A Colômbia realizou uma negociação direta com a Embraer, quarta maior fabricante de aviões do mundo, depois de declarar em agosto de 2005 que não havia interessados na licitação para a venda dos aviões. Os Super Tucano substituem os modelos OV-10 e A-37.
Atualmente a Colômbia destina cerca de 3 bilhões de dólares por ano a gastos militares. A Força Aérea tem também aviões israelenses K-Fir e franceses Mirage M-5. Os Super Tucano são aviões turbo-hélice com capacidade para dois pilotos. Chegam a 550 quilômetros por hora, têm alcance de 780 quilômetros, altitude de até 35 mil pés e podem levar quase 1,4 tonelada de armamentos.
Os demais aviões serão entregues pela Embraer de acordo com um cronograma que vai até 2008. Os aviões Super Tucano são usados pelas Forças Aéreas de Brasil, França, Grã-Bretanha e Kuweit.
Donald Rumsfeld, capsule famoso por combativas entrevistas à imprensa, sick decidiu limitar o contato com a mídia a audiências amigáveis durante os últimos dias como secretário de Defesa, em vez de enfrentar uma batalha derradeira.
O ex-lutador universitário se divertia ao brigar com repórteres durante a guerra do Afeganistão, em 2001. O presidente George W. Bush o apelidou de "ídolo da matinê na televisão", devido à popularidade de seus pronunciamentos, freqüentemente televisionados, e a revista People o indicou como o homem mais sexy do governo.
Entretanto, conforme a guerra do Iraque se tornou progressivamente impopular, Rumsfeld, tido como símbolo do conflito, cortou as conversas com a imprensa, com o corpo de mídia do Pentágono e as entrevistas se tornaram cada vez mais tensas.
"Por que temos que continuar passando por isso?", declarou ele com irritação em 11 de outubro, quando questionado se assumia a responsabilidade pelo o que havia ocorrido de errado no Iraque. "É claro que assumo a responsabilidade. Meu Deus, sou o secretário de Defesa. Escreva isso. Cite as aspas. Você pode bancar isso."
Posteriormente, naquele mês, ele declarou a um repórter que o questionou sobre o Iraque: "Você deve apenas se distanciar, observar, relaxar e entender que é algo complicado".
Rumsfeld se distanciou bastante desde que Bush anunciou, em 8 de novembro, quando os democratas venceram as eleições no Congresso, principalmente graças à impopularidade da guerra no Iraque, que o ex-diretor da CIA Robert Gates assumiria o controle do Pentágono.
Ele não fez conferência de imprensa desde então e não levou qualquer jornalista do Pentágono para uma visita de despedida ao Iraque no final de semana passado. Normalmente, cerca de uma dúzia de repórteres viajaria com Rumsfeld em uma visita publicamente financiada à zona de guerra. As companhias de notícia cobririam os custos de viagem, mas os repórteres iriam com o secretário.
"Deus abenções nossas tropas" é o que dizem quatro grandes placas ao longo de um trecho arborizado de uma rodovia na região sul de Oklahoma. O apoio aos soldados dos Estados Unidos no Iraque é grande na região e em boa parte do Sul e Sudoeste do território norte-americano.
Enquanto as pesquisas mostram que a guerra em si está perdendo apoio dos cidadãos dos EUA, approved o quadro se inverte nessa região. Deus e o terrorismo geralmente são apontados como justificativas para o esforço de guerra. "Eu apóio a guerra no Iraque, pois é melhor lutar contra os terroristas por lá do que em Nebraska", disse Lynn Kartchner, um veterano do Vietnã e proprietário de uma loja de armas na poeirenta cidade de Douglas, no Arizona.
Segundo uma pesquisa feita pelo USA Today e Gallup, divulgada esta semana, Kartchner pertence a uma minoria, já que os resultados mostram que sete em cada dez norte-americanos desaprovam a maneira como o presidente George W. Bush orienta a guerra no Iraque.
Ainda segundo o levantamento, 61% disseram que a guerra não valia a pena ser lutada. O descontentamento com o conflito foi visto como a razão principal pela qual o partido republicano de Bush perdeu o controle do Congresso, nas eleições do dia 7 de novembro.
Mesmo com a Casa Branca planejando uma nova estratégia para o Iraque, a manutenção do conflito tem seus defensores. Segundo Scott Keeter, do Centro de Pesquisas Pew, o típico entusiasta da guerra é o republicano conservador. "Eles são mais homens do que mulheres, em sua maioria brancos e, em termos de religião, protestantes evangélicos", afirmou.
De acordo com a pesquisa mais recente do centro, divulgada na terça-feira, 58% dos evangélicos brancos apoiavam a permanência das tropas dos EUA no Iraque até que a situação se estabilize, contra 44% da população em geral. Keeter disse que os sulistas brancos também eram simpatizantes bastante sólidos, com 52% dos pesquisados a favor da permanência das tropas no Iraque.
O senador democrata Tim Johnson estava em estado grave hoje, no rx após sofrer uma cirurgia no cérebro, segundo o médico do Congresso, uma enfermidade que pode privar os democratas da sua precária maioria no próximo Senado.
Com a renovação parcial ocorrida nas eleições de novembro, o Partido Democrata ficou com uma maioria de 51 cadeiras contra 49 dos republicanos na legislatura que começa dentro de três semanas.
Mas se Johnson, 59 anos, não puder permanecer no cargo e os republicanos ficarem com a vaga, ambas as bancadas terão 50 senadores, cabendo ao vice-presidente Dick Cheney (que também é presidente do Senado) o voto de desempate.
"Estamos todos rezando por uma plena recuperação, estamos confiantes de que será o caso", disse o líder democrata Harry Reid a jornalistas. O almirante John Eisold, médico que atende ao Congresso, disse que Johnson foi operado devido a um problema raro e frequentemente fatal. Seu estado é crítico e não estão descartadas novas cirurgias. "O senador Tim Johnson teve uma hemorragia intracerebral causada por uma má-formação arteriovenosa", explicou o médico em nota.
Ele foi levado ao hospital universitário George Washington com sintomas de um derrame, começou a falar enrolado e parecia confuso em uma entrevista a radialistas.
Se o senador morrer ou ficar permanentemente incapacitado, a lei do seu Estado, Dakota do Sul, diz que o governador, no caso o republicano Michael Round, indicará alguém para os últimos dois anos dos seis do mandato. A eleição do sucessor transcorreria normalmente, em novembro de 2008.
Cuba disse hoje que comemorará com bailes e concertos o 48º aniversário da revolução de Fidel Castro, prescription enquanto os cubanos continuam esperando por notícias de seu líder.
As autoridades tinham suspendido em agosto a festa de Havana, site depois que Castro cedeu temporariamente em julho o poder a seu irmão Raúl para recuperar-se de uma cirurgia por uma doença não revelada.
"Com festas populares, bailes, feiras agropecuárias, concertos, vendas de livro e artesanato, os cubanos festejarão em toda a ilha o 48º aniversário do triunfo da revolução", disse a ag ência estatal de notícias Prensa Latina.
"Trata-se de compensar o trabalho do povo com uma recreação sadia, útil, de bom gosto e integradora", completou a agência, citando um funcionário da União de Jovens Comunistas. Castro não é visto em público desde julho, aumentando os rumores sobre um agravamento de sua saúde. No dia 2 de dezembro ele não participou de um desfile militar para comemorar seus 80 anos.
"Um motivo para essa comemoração é dar continuidade à homenagem realizada ao presidente Fidel Castro em seu 80º aniversário", disse a Prensa Latina. Para facilitar a festa, as autoridades sugeriram que os dias 23, 24 e 30 de dezembro seriam feriado, assim como o dia 1º de janeiro, aniversário da queda do ditador Fulgencio Batista em 1959.
As últimas imagens de Castro são de 28 de outubro, quando a televisão mostrou um curto vídeo em que ele aparece dando alguns passos em seu quarto e lendo jornais para desmentir rumores sobre sua morte.
Para cada um real de aumento no salário mínimo, ambulance hoje R$ 350, advice significa um gasto a mais de R$ 200 milhões por ano para os cofres públicos. Caso a proposta aprovada na última terça-feira pela Comissão Mista de Orçamento de reajustar o salário mínimo para R$ 375 seja confirmada, o Tesouro Nacional vai desembolsar anualmente mais R$ 5 bilhões. A explicação é do ministro da Previdência Social, Nelson Machado, que se reuniu hoje com as centrais sindicais para discutir o valor do novo salário mínimo.
"Hoje temos 15 milhões de trabalhadores, entre rurais e urbanos, que ganham um salário mínimo, e mais três milhões de benefícios assistenciais com esse valor. O impacto do salário mínimo sobre esse conjunto na Previdência Social é grande. Significa que para cada R$ 1 de aumento para esse grupo haverá um gasto a mais de cerca de R$ 200 milhões aos cofres públicos”, disse o ministro.
Para tentar resolver o déficit anual da Previdência Social, que hoje seria de R$ 42 bilhões, Nelson Machado disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está estudando a possibilidade de fazer uma discussão nacional sobre a Previdência.
“O presidente falou que para o segundo mandato não haveria necessidade de reformas na Previdência Social, mas sim o combate a fraudes e a redução de custos. Mas no longo prazo temos que refazer o contrato social para nossos filhos e netos, não para os trabalhadores que hoje estão na ativa. E dessa discussão participariam os setores da sociedade civil, como os trabalhadores da ativa e os inativos, empregadores e sindicatos”, explicou o ministro.
Logo após a reunião no Ministério da Previdência Social, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, ressaltou que Nelson Machado apresentou aos sindicatos os dados do ministério, e que o déficit anual não seria de R$ 42 bilhões como se tem divulgado, e sim de R$ 22 bilhões.
Na próxima terça-feira governo e sindicatos voltam a se reunir mais uma vez para buscar um acordo para o novo piso salarial no país.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou hoje dois financiamentos no valor total de R$ 1, salve 36 bilhão para a implantação da primeira fase do Gasoduto Sudeste/Nordeste (Gasene). O gasoduto vai transportar 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia do Terminal de Cabiúnas, sales no Rio de Janeiro, ao município de Catu, na Bahia, uma extensão de 1,4 mil quilômetros.
A chefe do Departamento de Petróleo, Gás e Fontes Alternativas de Energia do BNDES, Cláudia Prates, informou que é o maior financiamento aprovado pelo banco este ano, na área de transporte e distribuição de gás. O segundo maior empréstimo para o setor, no montante de R$ 940 milhões, foi concedido em outubro para a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás).
Homens com uniformes camuflados seqüestraram cerca de 30 iraquianos em plena luz do dia hoje, pills em Bagdá, story demonstrando a gravidade da ação das milícias contra as quais o novo comandante operacional dos EUA no país exigiu providências.
A maioria dos reféns foi libertada ilesa horas depois no bairro xiita de Shaab, discount segundo autoridades. Não se sabe o motivo do seqüestro nem outros detalhes. "Temos de mudar a dinâmica do que está acontecendo em Bagdá. Há muitos assassinatos sectários", disse o general Raymond Odierno, na cerimônia em que assumiu o novo cargo.
Bagdá sofre diariamente seqüestros políticos e comuns. No mês passado, homens com fardas camufladas seqüestraram dezenas de pessoas no Ministério da Educação Superior. O ministério disse hoje que 56 ainda são oficialmente tidos como desaparecidos.
Líderes da minoria sunita acusam milícias xiitas de se infiltrarem na polícia para realizar seqüestros e assassinatos. Em Khalissa, cidade habitada por xiitas e sunitas, 30 quilômetros ao sul de Bagdá, a polícia encontrou 15 corpos de homens perto de um canal de irrigação numa plantação de tâmaras.
Todos tinham marcas de torturas e tiros. Também na quinta-feira, homens armados atacaram a comitiva do vice-presidente xiita Adel Abdul Mahdi, que escapou ileso, segundo o Ministério do Interior.
Em visita ao Iraque, um grupo de senadores norte-americanos usou palavras duras aos líderes locais, cobrando deles que deixem suas diferenças de lado para conter a violência, que ameaça descambar para uma guerra civil.
"Fomos muito diretos sobre a importância para eles de agir de forma mais efetiva como governo e de conter algumas divisões que vemos claramente dentro do governo", disse o republicano John McCain.
Odierno disse que ser á essencial para conter a violência que o governo decida o que fazer com as milícias, várias das quais ligadas a partidos que compõem o governo do primeiro-ministro xiita Nuri Al Maliki. "É preciso haver uma política sobre o que vamos fazer com as milícias, como podemos reconciliá-las de volta às Forças Armadas do Iraque ou outras unidades. O governo iraquiano tem de tomar uma decisão", disse Odierno.
"Não se trata só de uma solução militar", afirmou o general a jornalistas. "É uma combinação de programas diplomáticos, econômicos e militares que têm de avançar para Bagdá a fim de que a segurança seja arrumada".
O aumento da produção de aviões pela Embraer exigirá a contratação de até 4 mil pessoas em 2007, ambulance ano em que a fabricante prevê investimentos de 500 milhões de dólares.
Desde a privatização, see em de zembro de 1994, a empresa investiu 2,6 bilhões de dólares. A expectativa é de que, nos próximos cinco anos, o investimento seja da mesma ordem, disse hoje o presidente-executivo da companhia, Maurício Botelho, durante almoço com jornalistas.
As fontes dos recursos ainda não estão definidas, mas a equação financeira para 2007 está fechada. Botelho mencionou a captação de 400 milhões de dólares em bônus feita pela empresa em outubro. Segundo ele, a demanda foi de 10 vezes o valor da oferta inicial, de 300 milhões de dólares.
O executivo ressaltou que a Embraer está mais preparada para acessar os mercados para captar recursos, caso necessário, após a pulverização do capital, em março deste ano. A fabricante, que este ano está superando a rival canadense Bombardier em receita e entregas na aviação comercial, segundo Botelho, espera entregar 135 jatos este ano.
Para 2007, o número subirá para de 160 a 165 aeronaves, com novo crescimento no ano seguinte, para entre 195 e 205 aviões. Por conta do aumento da produção, a empresa vai contratar de 3 mil a 4 mil pessoas no próximo ano. "Está mais para 4 mil do que 3 mil", disse Botelho, que deixa a presidência-executiva em abril e continua como presidente do Conselho.
O futuro presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, atualmente responsável pela área de aviação comercial, disse que o desafio inicial será aumentar a produção e integrar a nova mão-de-obra ao grupo. "A nossa produção em 2007 já está toda tomada", disse.
Atualmente, a Embraer, que oferece aviões regionais de 30 a 118 assentos, tem cerca de 19 mil funcionários, a maior parte deles no Brasil. No momento, os esforços de desenvolvimento concentram-se na aviação executiva, nos jatos de pequeno porte Phenom 100 e Phenom 300 e no Lineage, baseado no avião comercial Embraer 190, de 100 lugares. Em 2007, a fabricante deve anunciar um novo produto na aviação executiva. Botelho afirmou que não estão nos planos da empresa o desenvolvimento de aviões comerciais de maior porte.
Com fábricas de aviões no Brasil e na China, a Embraer chegou a avaliar a possibilidade de uma unidade produtiva nos Estados Unidos, "mas a idéia ficou suspensa", segundo Botelho. Ele afirmou que, além dos EUA, onde a fabricante teria incentivos de autoridades locais, outros países têm manifestado interesse em atrair investimentos produtivos da Embraer. "O México está nos oferecendo mais de uma proposta, a União Européia está nos oferecendo mais de uma proposta", disse, sem dar detalhes.