A Eletrobrás planeja investir até US$ 500 milhões em projetos de transmissão elétrica nos Estados Unidos a partir do ano que vem, anunciou hoje o presidente da empresa, José Antonio Muniz Lopes.
A Eletrobrás estuda se associar com empresas americanas em possíveis projetos de integração dos sistemas de transmissão elétrica dos EUA, disse Muniz Lopes em entrevista coletiva em Brasília.
O executivo explicou que o Governo americano está planejando a integração de seus sistemas de transmissão, que ainda não estão interligados já que “os estados têm leis diferenciadas”.
Segundo Muniz Lopes, essa iniciativa pode gerar a médio prazo uma grande demanda por linhas de transmissão elétrica nos Estados Unidos, setor no qual Eletrobrás, maior grupo de energia do Brasil tem grande experiência.
Ele explicou que a Eletrobrás pretende estudar detalhadamente as alternativas e as possibilidades de rentabilidade antes de tomar uma decisão sobre os projetos em que poderá participar.
Além disso, afirmou que, por essa razão, “o mais prudente é participar de associação com empresas já existentes” para poder conhecer “o mercado americano”.
O executivo acrescentou que o mais provável é que a Eletrobrás utilize seus recursos para comprar participações nas empresas com as quais se associará nos EUA.
Os investimentos fazem parte do plano de internacionalização da companhia, uma empresa com ações negociadas nas bolsas de São Paulo e Nova York, mas controlada pelo Estado brasileiro.
O projeto de internacionalização começou com a instalação de escritórios da empresa em Montevidéu e Lima, que serão responsáveis por cuidar os negócios da Eletrobrás nos outros países do Mercosul e no Peru, país onde a empresa negocia a possível construção de várias hidrelétricas.
A empresa também pretende abrir um terceiro escritório para a América Central, provavelmente no Panamá, para estudar possíveis negócios nessa região.
Segundo Muniz Lopes, a Eletrobrás dará prioridade aos investimentos em projetos de geração de energia em países do continente americano, principalmente Argentina, Peru, Colômbia e Estados Unidos.